Escravos do Sistema

Matrix é um sistema, no qual estamos todos inseridos e através do qual somos todos explorados, sendo de nós retirada uma considerável "mais-valia", um lucro precioso, proveniente de nossa energia vital, de nossa capacidade de trabalho, criação, fantasia e prazer. Cabe a Neo desvendar o funcionamento desse sistema operacional e destruir as bases dessa escravidão contemporânea, para isso, acaba tendo que enfrentar forte oposição de um "estado" repressor, que persegue os que conseguem pensar fora de suas diretrizes e de suas leis.
Nesse embate entre Davi e Golias, entre a mão pesada de um estado armado até os dentes com os mais modernos recursos e o idealismo e a criatividade de um pequeno grupo de homens que lutam por conta própria, com poucos recursos, nasce uma história digna de encantar até o mais cético entre os espectadores. Matrix foi um enorme sucesso de público e de crítica.
Na escola, um filme como esses pode estimular debates sobre os sistemas sócio-econômicos, suas bases estruturais (leis, instituições, bases culturais, costumes, mídias,...), a forma como o homem se relaciona com essas orientações invisíveis que o cercam todo o tempo, a relação entre os sistemas e o meio ambiente e mesmo, a forma como os homens, inseridos nesses sistemas, tratam-se uns aos outros.
Numa época marcada pelo advento da tecnologia em todos os setores, cabe utilizar uma referência forte como essa para questionar as formas como o homem tem utilizado os novos recursos, até que limites a ciência pode criar novas conquistas, por que essa tecnologia toda não nos permitiu solucionar questões essenciais como a fome e as epidemias e, até mesmo, nos fazer discutir com os alunos sobre as repercussões no planeta causadas pela ação voraz e intempestiva do homem.

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