Quantos livros você lê por ano?

As estatisticas nacionais quanto a leitura indicam que os brasileiros lêem muito pouco. Em média, apenas 4 brasileiros em cada 10 tem algum contato com livros em nosso país, os outros 6 (para ser mais exato, 61%), tem muito pouco ou nenhum contato com livros. E mesmo os demais 39% não praticam a leitura com alguma freqüência... Na verdade o índice de leitores regulares de nosso país é de, aproximadamente, 16% (percentual relativo a quantidade de pessoas no Brasil que possuem o equivalente a 73% de todos os livros aqui existentes e que estão em mãos de particulares).
Há no país apenas 1.500 livrarias e em cerca de 1.300 cidades do Brasil não existem bibliotecas públicas. Só a título de comparação, somente a aquisição de livros para bibliotecas públicas nos Estados Unidos supera a compra total desse artigo por brasileiros e pelas instituições aqui existentes. (Os dados aqui apresentados constam de uma pesquisa da Câmara Brasileira do Livro, realizada em 2001)
O livro é, para os brasileiros, um produto muito caro e, em virtude disso, acabou se tornando um luxo pelo qual as pessoas, especialmente as mais humildes (de menor poder aquisitivo), não se dispõe a adquirir. Impressiona também saber que os dados relativos a leitura de jornais e revistas do Brasil, quando comparados com os de países vizinhos onde a escolarização e a valorização da cultura são maiores, como é o caso da Argentina, são menores...
As políticas públicas nacionais não consideram investimentos em livros (a não ser em impressos didáticos) como merecedores de cotas maiores dos orçamentos municipais, estaduais ou federais. Nesse sentido não há registros expressivos de melhoria dos acervos das bibliotecas públicas e nem de projetos de leitura de grande envergadura. O que vemos é a luta de alguns apaixonados pelos livros, como professores, jornalistas, profissionais liberais ou membros das alas mais cultas das cidades, manifestando-se em favor da leitura e da melhoria das bibliotecas de seus municípios (quando elas existem), mas mesmo essa mobilização é escassa e pouco produtiva...
Além dos necessários gastos com tecnologias de ponta e projetos em informática educacional, urge que os governos e a sociedade civil se mobilizem em favor dos livros, senão seremos eternamente, uma nação de pessoas incultas em sua maioria e estaremos fadados a continuar sendo apenas "burros de carga" que fazem o trabalho pesado e alimentam o desenvolvimento alheio...

Comentários

  1. Concordo com você prof. Os livros são muito caros e de difícil acesso à população. Eu adoro ler, é um dos meus grandes prazeres, porém o preço dos livros atrapalha muito. Também nas bibliotecas encontramos um acervo muito restrito. Na biblioteca das faculdades, por exemplo, se encontram mais os livros específicos de cada área. E onde fica o lugar dos romances, da aventura...como é bom sentar para ler uma história. E como perdeu-se isso nas gerações atuais, onde professores indicam o resumo facilitado de uma obra clássica ao invés da original. Perdeu-se a arte do escritor ao ler a cópia, o tempo que ele trabalhou cada significado de palvra, cada frase...simplesmente lê-se um resumo geral e pronto, já se julga um conhecedor daquele autor.
    Isso é inaceitável!
    Precisamos lutar por uma democratização do acesso aos livros, já que o computador já está aí e ainda nem temos acesso a umma leitura impressa.
    Aline - Mediadora Formação Bauru

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  2. Fernando José de Almeida30 de abril de 2007 às 00:32

    Vai fechar o mais velho sebo da cidade de Sáo Paulo, o ORNABI. O seu Luiz, já com 88 anos estará lá até o fim. Os livros sáo muito baratos e alguns são mesmo um barato! vale a pena ir lá.
    Rua quintino Bocaiuva, 176, sala 9. Se o negócio é ler por preço baixo, não temos desculpas.

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  3. A falta de leitura, não está somente no preços dos livros, mas na cultura da nossa sociedade que não nos conduz a isso.
    Infelismente vivemos em uma sociedade que quanto menos autonomia cultural, quanto menos reflexivos, críticos formos melhor. Não é interessante para o governo investir na educação para proporcionar uma melhor visão de mundo, pois pessoas críticas... se tornam pessoas exigentes e mais difíceis de serem enganadas.
    Nas escolas, muitos professores colocam a leitura como castigo, como punição...quando na verdade devia ser incentivada e "vendida" como prazerosa. Talvez, muitos professores também não queiram ter trabalho...ou temem alunos questionadores.
    Esta situação tem que ser revertida, temos um longo e àrduo trabalho pela frente...mas o primeiro passo tem que ser dado. Então, cabe a cada um de nós darmos o primeiro passo.
    Graciele Mediadora Bauru

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  4. João Luís de Almeida Machado2 de maio de 2007 às 08:31

    Aline, Fernando e Graciele,

    A renovação dos acervos das bibliotecas públicas, particulares ou universitárias acontece muito esporadicamente e num ritmo bastante lento. As obras mais antigas não são cuidadas com a devida atenção e, por isso, muitas vezes encontram-se em estado deplorável. A aquisição de livros em sebos é uma boa alternativa tanto para acervos particulares quanto para as bibliotecas, por isso mesmo é interessantíssimo propagandear a existência dessas lojas. É, no entanto, primordial destacar que leitura realmente não é prioridade para os governantes e, por isso mesmo, não recebe incentivos e não se torna alvo de programas ou mesmo destino para as verbas educacionais... Precisamos mudar essa realidade urgentemente!

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  5. Realmente deveríamos ler vários livro durante o ano, porém além do tempo corrido, não ganhamos suficientemente para comprar os livros que desejamos, pois os mesmos são caros e isso não nos possibilita maior conhecimento e desenvolvimento cultural.
    Claro que também o povo brasileiro não tem muito esse hábito "de ler", mas deveria ter, pois é de suma importância a presença da leitura no dia-a-dia.

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  6. João Luís de Almeida Machado3 de maio de 2007 às 08:43

    Olá Andréa,

    Penso que se não podemos comprar devemos frequentar as bibliotecas públicas e universitárias; se elas não existirem em nossas cidades, temos que trocar livros e emprestar uns para os outros... A experiência da leitura é insubstituível e fundamental...

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  7. Sempre acreditei no "poder" da leitura e, após ler seu artigo fiquei mais convicta desse poder. Se os professores tivessem consciência pedagógica sobre a importância de ler para os alunos todos os dias em horário nobre da aula, textos de qualidade literária e suscitar nos alunos o "desejo" de ler livros, a escola já teria cumprido seu papel social.
    Vamos continuar nesta luta!!!
    Meire Dangió

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  8. João Luís de Almeida Machado3 de maio de 2007 às 10:22

    Olá Meire,

    A leitura é o caminho mais curto para a superação de muitos dos infortunios que assolam o mundo e a humanidade hoje em dia. O acesso ao conhecimento se dá, em todas as mídias, através da leitura de mundo que fazemos e, nesse sentido é essencial um trabalho perene e de qualidade a ser realizado nas escolas no que tange a esse essencial quesito. Ler sempre e com qualidade, ensinar a ler com plena capacidade de compreensão e estimular o prazer, o gosto, a paixão pelos livros pode ajudar muito na construção de um mundo muito melhor!

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  9. concordo plenamente com seu comentário,é mesmo lamentável o pouco investimento na cultura em nosso país,pois enquanto faltar vontade política para priorizar a educação o hábito da leitura continuará atingindo apenas uma parcela pequena da população.

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  10. João Luís de Almeida Machado4 de maio de 2007 às 08:29

    Oi Eunice,

    Educação e cultura tem que andar de mãos dadas. Enquanto esse casamento não for sacramentado nas escolas é pouco provável que tenhamos avanços significativos na educação nacional. A leitura é de fundamental importância e deve ser aprendida a partir do contato com a literatura tanto quanto em relação a música, o cinema, o teatro, a dança, as artes plásticas,...

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  11. Sempre gostei muito de ler e leio um pouco de tudo. Concordo q em alguns casos o custo dos livros impede que as pessoas tenham acesso à algumas leituras, mas também acho q isto pode ser uma questão de prioridades, o que significa dizer, que podemos deixar de consumir menos produtos supérfluos e investir um pouco mais em nós mesmos, no nosso conhecimento e na nossa cultura.

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