As lições de um grande mestre (I)

  • "Jovem, eu me dediquei a ensinar as coisas que sabia. É assim que se perpetua a sociedade: as gerações mais velhas transmitem às gerações mais novas os saberes necessários para que a vida continue. Esse é o primeiro dever dos mais velhos: legar, como herança, às gerações mais novas as suas 'caixas de ferramentas', os saberes já testados." (Rubem Alves, em sua coluna Aula Aberta, da revista Educação, Ano 9, Nº 97, Maio de 2005)
E o que estamos ensinando para as novas gerações? O que estamos tirando de nossas caixas de ferramentas como nos diz o mestre Rubem Alves? Será que estamos ensinando matemática, português ou história com a profundidade e a competência que deveríamos? Além desses saberes, estamos conseguindo mostrar que há uma relação entre eles e que juntos nos ajudam a compor um mundo melhor? Ou ainda que, além das disciplinas e da necessária interdisciplinaridade que deve existir, devemos ensinar os caminhos da paz, do entendimento, da tolerância, da compreensão e da ética?
Nossas ferramentas não podem reduzir-se a saberes que sejam repetidos aula após aula, ano após ano. O trabalho dos professores deve estar sempre sendo repensado, e como conseqüência disso, deve levar também os educandos a reflexão, a capacidade de ler o mundo, de inserir-se nesse universo, de deixar que suas vozes sejam ouvidas e que ajudem não só a si mesmos, mas a todos que estão embarcados nessa nave-mãe chamada Terra...

Comentários

  1. As lições diárias dos mestres..., as que dia a dia, vivenciamos em sala, nos fazem repensar se estamos nos esforçando para sermos melhores professores dop que fomos ontem,..., do que somos hoje,..., do que almejamos ser... .
    O que almejamos?, quais nossos sonhos?. Até onde nossas ações nos conduzem a eles?
    Estas reflexões nos tornam pessoas melhores, professores melhores e, contribuem, significativamente, com a revolução do ensino que há tanto tempo ansiamos e temos lutado para vivencia-la nas salas de aula, nos corredores, na sociedde, mas principalmente, no coração de nossos alunos.
    Até mais
    Camila Modolo.

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  2. João Luís de Almeida Machado8 de maio de 2007 às 12:05

    Oi Camila,

    Enquanto houver vida, coração batendo, sangue a nos dar movimento e força, temos que correr atrás de nossos sonhos e ideais. Tenho feito isso desde que me tornei educador, ou melhor, acho que desde que nasci...

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  3. É importante que todos nós façamos uma reflexeção sobre como podemos colaborar com a sociedade principalmente na nossa condição de educadores que sabemos ter fundamental importância na vida do ser humano porque o verdadeiro educador ensina e aprende ao mesmo tempo com seus alunos o que "serve" para uma vida toda.

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  4. João Luís de Almeida Machado8 de maio de 2007 às 16:33

    Olá Marilda,

    Enquanto educadores jamais podemos abrir mão do espírito de aprendizes. Na prática isso significa que temos e que podemos aprender a todo o momento, em sala de aula e também fora dela. Para tanto devemos nos mostrar atentos e antenados aos fatos e acontecimentos de nossas vidas e também do mundo!

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  5. Kelli Cristina do Prado Corrêa8 de maio de 2007 às 16:36

    Olá João Luís !!!!

    "E o que estamos ensinando para as novas gerações?"
    É uma pergunta muito propícia para os dias atuais, onde devemos refletir e sempre tentar algo novo, pois o mundo evolui muito rápido e para acompanhar devemos estar antenados.A "Valorização do Ser" é uma das principais coisas que não pode ser esquecida quando preparamos nossa aula. É através de situações reais, onde o aluno veja o significado direto daquilo que está aprendendo com a sua vida, que o aprendizado acontecerá.É valorizando e explorando o meio em que o aluno vive, que ele se sentirá não só parte , mas sim o protagonista de sua história. E o professor de hoje tem que ser sensível para perceber se conseguiu despertar no seu aluno o interesse pela vida e que este aluno sinta-se realmente o protagonista dessa história, onde o professor é meramente um facilitador.
    um abraço

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  6. Olá J. Luis!

    Somos eternos aprendizes para podermos ensinar.
    Para isso precisamos estar atualizados diante as novas tecnologias e com o coração aberto as borbulhantes gerações que não param de chegar.
    Anciamos de pilulas vermelhas!!!

    Abraços Silvia

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  7. João Luís de Almeida Machado9 de maio de 2007 às 08:42

    Oi Kelli e Sílvia,

    O espírito de eterno aprendiz deve estar dentro de cada educador para que o mesmo possa dar maior credibilidade ao trabalho que realiza. Ao perceber que somos e acreditamos nessa chama, o aluno também se encanta com o conhecimento e passa a encará-lo como um ganho, um crescimento e não como uma tarefa ou um fardo...
    Nesse sentido deve ocorrer a "valorização do ser", inicialmente deve ser recuperada a auto-estima dos professores, que em muitos casos estão descrentes, desconfiados e descontentes... Somente depois disso é que poderá acontecer a valorização da vida, das experiências e da própria existência dos estudantes...

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  8. Olá João Luis
    Hoje está cada vez mais difícil nos reunirmos, termos um momento para refletir e dividir experiências que deram certo, ou não.O tempo passa e não percebemos que deixamos de aprender muito com o outro. Ainda há competição dentro da escola e quem sai perdendo são nossos alunos. Muitos educadores já se deram conta que é preciso trabalhar coletivamente, aprender com o outro, ser parceiro no saber e no aprender.Buscar o conhecimento aonde e com quem ele estiver. Tempo, quando queremos, nós achamos. Abraços, Selene de Bauru

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