As lições de um grande mestre (III)

  • "Hoje já não me interesso por ensinar o que sei e nem por ensinar o que não sei. Hoje vivo um novo amor: desejo ensinar os meus sonhos. 'Deus quer. O homem sonha. A obra nasce.": assim escreveu Fernando Pessoa." (Rubem Alves, em sua coluna Aula Aberta, da revista Educação, Ano 9, Nº 97, Maio de 2005)
Estou chegando aos 40 anos (em Agosto) e acho que a velocidade do mundo em que vivemos me faz viver um pouco das três lições dadas pelo mestre Rubem Alves nesse artigo. Quero ensinar o que está na minha "caixa de ferramentas", também tento explicar o que ainda não sei (mas que, através da intuição, acredito entender) e ainda navego em meus sonhos tentando a todo o momento transformá-los em realidade também através das minhas palavras, aulas, textos, estudos,...
Atropelado pela globalização e pelo inclemente ritmo do mundo atual, as vezes me confundo e já nem sei ao certo o que sou... Não deixo jamais de saber quem sou e porque estou aqui... Mas se sou historiador, professor, pesquisador, escritor, filósofo, jornalista, especialista, etc - isso já não sei ao certo...
Penso em mim, hoje, como educador. Mas sei que nesse educador residem todas aquelas outras possibilidades e tento libertá-las a todo instante, trazendo-as a tona para que possam falar daquilo que está na caixa de ferramentas, naquilo que ainda não sei (mas que bravamente tento aprender) e também em meus sonhos...
Rubem Alves é o mago dos feitiços e poções do bem que não é plenamente compreendido pela academia. Também é poeta, psicanalista, escritor, pensador, pesquisador e educador... Para mim é um exemplo vivo de que podemos muito mais do que normalmente fazemos e, por isso, também abraço com paixão os meus sonhos... Obrigado mestre!

Comentários

  1. gislainenavarro@terra.com.br8 de maio de 2007 às 15:44

    Viver é muito bom... Repensar nossas ações, projetos de vida, sonhar, despertar para novos desafios, buscar nosso crescimento interior, espiritual...Agradecer à Deus pelo dom da vida.
    Rubem Alves - um grande mestre, que com suas lições nos faz rever as possibilidades e acreditar que é sempre preciso sonhar.
    Um abraço,
    Gislaine - Bauru - Bt3

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  2. João Luís de Almeida Machado8 de maio de 2007 às 15:59

    Olá Gislaine,

    Rubem Alves é uma grande inspiração para mim e espero que também seja para muitos e muitos profissionais da nossa área de atuação.

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  3. Ensinar nossos sonhos...é isso!!!É disso que nossos alunos precisam! Como no filme "corrente do bem", precisamos passar a bola para os nossos alunos transformarem o mundo. E não serão só os conteúdos que darão conta disso. Eles precisam aprender a sonhar, a ter metas, a planejar mudanças e colocá-las em prática.
    Aline - mediadora formação Bauru

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  4. Denise (cursista -Bauru)8 de maio de 2007 às 20:12

    Olá João,

    Acredito fielmente em ensinar sonhos...
    Eu sempre pensei assim mais que conteúdos e métodos, a crença do professor na vida é que mantém a chama da educação acesa.

    Um abraço

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  5. João Luís de Almeida Machado9 de maio de 2007 às 08:35

    Olá Denise,

    Creio que os sonhos alimentam nossa fé, esperança e nos dão energia para que o cotidiano se torne mágico. Penso também que a transformação dos sonhos em realizações é um passo difícil, mas que até mesmo por isso, é muito necessário. A busca da realização passa necessariamente por percalços, dificuldades e barreiras e, depois que as superamos todas, é que conseguimos realmente sorver ou curtir nossas vitórias.

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  6. Rubem Alves é tudo o que a Educação precisa para enfrentar a dura realidade de nossos dias: poesia.

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  7. Acredito professor, que realmente me sinto também como diz as citações de Rubem Alves, pois também tenho 40 anos e para mim o ensinar engloba hoje ensinar os sonhos que tenho e tive pois precisamos sempre possuir os sonhos senão não podemos nem ao menos pisar na sala de aula; se não acreditamos em sonhar.
    Malu (Bauru)

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  8. João Luís de Almeida Machado11 de maio de 2007 às 08:28

    Olá Miriam e Malu,

    O pensamento exposto por Rubem Alves é bastante claro e inteligente em seu encaminhamento. Digo isso porque acredito que realmente vivenciamos ao longo de nossa carreira (ou ao menos deveríamos, já que são poucos aqueles que seguem o percurso mencionado pelo mestre) as três etapas mencionadas. Num primeiro momento ensinamos apenas o que está na caixa de ferramentas, amadurecemos e passamos para um estágio onde queremos ir além e falar até daquilo que ainda não compreendemos com exatidão (mas que acreditamos poder explicar) e, finalmente, quando a vida passa a ter sentido mais claro para nós, nos preocupamos em trazer a tona nossos sonhos... Acho que não é possível chegar direto na terceira etapa, pois a maturidade é que nos leva a ela, mas penso que os sonhos devem estar sempre por perto para alimentar nossa prática e existência, se for só "feijão" e não tiver "sonho" a vida perde o sentido e a graça...

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