Código de Civilidade para o Espaço Virtual

O advento dos computadores e da rede mundial de computadores modificou por completo a forma como os homens se relacionam com o mundo em que vivem. E essa afirmação é válida tanto para as relações pessoais quanto para as profissionais. Há pessoas que se conhecem pela Internet e chegam até mesmo a namorar e se casar. Grandes negócios são realizados a partir da comunicação que se estabelece entre empreendedores de diferentes países que estão usando como plataforma de comunicação e troca de dados somente seus computadores.
No entanto, ao mesmo tempo em que benefícios são computados aos ganhos que nos foram trazidos pelas Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs), também estamos vivendo algumas situações de dificuldade nesse interim. Uma delas, de importante dimensão para o universo virtual e seus usuários, relaciona-se a questão dos limites éticos que as pessoas devem ter ao utilizar os recursos e ferramentas disponibilizados através da Web.
No último dia 13 de Maio de 2007, ao ler o "Estadão", encontrei uma matéria em que o jornal explicava e esclarecia os motivos pelos quais passou a adotar, desde aquele dia, "um conjunto de normas que visa estabelecer parâmetros de comportamento" em seus blogs. Considerei a matéria bastante interessante e, mais do que isso, muito pertinente, por isso trouxe a tona esse assunto.
Como editor do portal Planeta Educação (www.planetaeducacao.com.br), muitas vezes me vejo diante de situações constrangedoras em relação a e-mails, comentários em relação a artigos que disponibilizamos no site, spams ou ainda vírus e hackers. O que nos causa embaraços não são as críticas ou a discordância quanto ao conteúdo de nossos textos, em absoluto, acreditamos que opiniões diferentes e divergentes nos auxiliam em nosso crescimento e maturação.
Pensamos que é imprescindível a opinião dos internautas que acessam o portal e, por isso abrimos espaços através dos quais eles podem e devem se sentir a vontade para interagir conosco. O próprio Blog "Escolhendo a Pílula Vermelha" é parte dessa nossa disposição de criar esses canais de comunicação e interação. O que não conseguimos entender e não podemos permitir é que ofensas pessoais, insultos, manifestações de ódio e preconceito ou tentativas de difamação ganhem espaço através desse importantíssimo, democrático e acessível meio de interação e troca de idéias e informações.
É por isso que o Código de Civilidade do Estadão para seus blogs pode e deve servir como um farol que ilumina os caminhos do mundo virtual e nos orienta a agir com maior responsabilidade na Internet, propondo aos internautas que usem com consciência, responsabilidade, pertinência e sabedoria os recursos da Web. Acreditamos que é muito importante, nesse sentido, que suas opiniões sejam emitidas e assumidas e que, quando se tornar necessário, qualquer ação que for direcionada no sentido da ofensa, da violência ou da intolerância, venha a ser tolhida da rede mundial de computadores...

Comentários

  1. Respeitar o próximo é imprescindível em qualquer lugar ou meio de comunicação. Mas, na Internet, talvez pelo "anonimato" que ela parece oferecer, pela pessoa não estar sendo vista pelo outro, as pessoas parecem achar que podem tudo, inclusive ofender umas às outras.
    Precisamos trabalhar com nossos alunos o respeito pelo próximo, seja qual for o lugar ou ambiente, inclusive no virtual. Esse tema gera um debate interessantíssimo com os alunos. Inclusive, vou aproveitar essa idéia.

    Abraço!
    Aline - mediadora formação Bauru

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  2. João Luís de Almeida Machado16 de maio de 2007 às 14:50

    Oi Aline,

    Você está certíssima, a questão do respeito pelos direitos do próximo não deve se ater as plataformas virtuais... Deve ir muito além, ou seja, tem que estar presente nos debates da vida real - seja na escola, na família, na igreja, na comunidade,... o fato de não sermos vistos pelos outros através da Web acaba incentivando muitas pessoas a se posicionarem de forma agressiva, violenta, intrusiva e ofensiva - ocasionando ataques a pessoas, instituições, governos, projetos, etc. Essas pessoas demonstram através desses atos que, além de sua notória falta de ética e de uma boa educação, também são fracas e covardes já que nem se atrevem a mostrar a cara e identificar-se!

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