Dia mundial da Internet... Mais considerações!
- "A chegada dos laptops às salas de aula de um número imenso de escolas brasileiras traz ao país uma questão sobre a qual educadores do mundo todo estão debruçados: como fazer dos computadores, que abriram à humanidade uma nova dimensão de acesso às informações e à produção de conhecimento, um intrumento para transformar a velha escola, praticamente congelada no tempo desde o século XIX?" (Artigo "O Computador não educa, ensina", de Mônica Weinberg e Carlos Rydlewski, publicado pela Revista Veja, edição 2008 - Ano 40 - Nº 19 - 16 de Maio de 2007)
A questão acima, publicada em reportagem da revista Veja, é muito pertinente e atual. A escola é uma das instituições mais conservadoras e arraigadas a tradições e práticas antiquadas de que se tem notícia na face da terra, em particular no Brasil. A adoção das novas tecnologias em sala de aula, projeto que está em andamento já há algum tempo em vários municípios e redes estaduais (além das redes privadas de ensino, que estão a frente nesse procedimento, quando comparadas ao ensino público), sofre muito com a resistência do sistema educacional brasileiro.
E não há como fugir de uma constatação mais do que necessária - o maior entrave a introdução de novas tecnologias nas escolas brasileiras são os professores e os demais profissionais que atuam na linha de frente da educação nacional. Sei que há já, nesse momento, um batalhão de professores plugados a internet que querem (mesmo) aprender a utilizar essas ferramentas para melhorar suas aulas.
Mas mesmo entre eles o problema reside no fato de que não basta apenas saber usar a web, o word, o powerpoint, os e-mails, os blogs, o google e as outras ferramentas da tecnologia que nos são apresentadas... A transferência desses recursos para o ambiente escolar e a introdução dos mesmos como ferramentas efetivas de aula é que constitui o grande embaraço e dificuldade para os professores.
Aprender a usar e realmente aplicar em projetos educacionais, prevendo de antemão todos os procedimentos, caminhos, práticas e utilidades dos computadores e de seus periféricos, ligados a internet e constando enquanto recursos previstos nos planos de ensino é que se revela como a grande pedra no sapato de todos aqueles que lidam profissionalmente com a educação.
E o que podemos fazer para melhorar isso ou consertar essa situação? Inicialmente é preciso que as redes de ensino (públicas ou privadas) se preocupem não apenas em instrumentalizar as unidades escolares com computadores e acesso as redes (isso também é essencial, mas é somente parte do caminho), mas que esse trabalho seja monitorado, tutorado, acompanhado a todo o momento por pessoas que ensinem aos professores como fazer a ponte entre a escola e as tecnologias...
Não adianta dar laptops para as crianças se os professores não estiverem preparados para criar os elos de ligação entre as tecnologias e suas disciplinas, aulas, tarefas e projetos. A chave para o sucesso de qualquer implementação na área tecnológica passa primordialmente pela capacitação e estímulo ao uso inteligente e pedagógico a ser proposto pelos educadores. Se isso não acontecer, tudo desandará...


Comentários
Postar um comentário