Educação Infantil não é prioridade no Brasil

  • "O Brasil não vai conseguir cumprir as metas estabelecidas no Plano Nacional da Educação (PNE) para a educação infantil. Para atender ao que seria proposto, o país necessitaria elevar em 470% o número de crianças em creches até 2011, segundo estimativa do Inep, órgão do Ministério da Educação (MEC)." (País não vai cumprir metas relativas ao nível infantil, de autoria de Simoni Iwasso e Andréa Portella, publicado em "O Estado de São Paulo", 20/05/2007)
A Educação Infantil constitui, ao lado das séries iniciais do Ensino Fundamental (em especial do 1º ao 3º anos), a mais importante etapa de formação das crianças. Além da alfabetização que se inicia no 1º ano, os subsídios dados através das atividades desenvolvidas no trabalho educacional realizado nesses primeiros contatos das crianças com as escolas lhes permitem entrar em contato com o conhecimento sistematizado dentro de bases que a elas são acessíveis e fáceis de compreender.
É nessa etapa da formação que iremos não apenas instrumentalizar o início dos trabalhos educacionais e sociais das crianças, mas também o momento em que teremos que fazê-los gostar da escola, dos estudos, da leitura de mundo e da cultura em geral. O que é aparentemente brincadeira para a maioria das pessoas que apenas assistem a distância o trabalho da educação infantil e, posteriormente do 1º e 2º anos, resulta na construção de bases que, se bem edificadas irão permitir ou não o sucesso desses alunos em seu futuro na escola e na vida.
A informação apresentada pelo Estadão que nos coloca a par da incapacidade do governo de cumprir com as metas previstas em seu próprio Plano Nacional de Educação para o segmento da educação infantil constituem uma temeridade para o futuro da nação. E não estou sendo exagerado quanto a isso, pois estudiosos em educação atestam que, como disse nesse post, o mais fundamental trabalho para o incentivo e desenvolvimento futuro das crianças na educação começa nessa fase.
Ao programar e proclamar que existe o plano de execução dessa meta para a educação infantil e depois constatar que não terá condições de executar essa tarefa, o governo dá claros e evidentes sinais de que é mal estrategista e de que, ao mesmo tempo, talvez não considere como os especialistas em educação, que esse segmento escolar seja tão prioritário assim...

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