O futuro que estamos escrevendo para o Brasil...
- "Apesar do sucesso internacional de algumas de suas companhias, o Brasil ainda é um gigante meio sonolento e com pouca imaginação. Ao menos é o que sugere o placar de um levantamento realizado pelo Insead. A escola de negócios francesa colocou o país no 40º lugar do ranking dos países mais inovadores, atrás de nações minúsculas como a Estônia, o Kuwait, a República Tcheca, a Hungria e Portugal, que possuem economias que, somadas, atingem pouco mais da metade do tamanho da brasileira. (...) O que emperra a inovação no Brasil? De acordo com o relatório, as empresas brasileiras são prejudicadas pela corrupção, pela fragilidade do sistema legal e pelo descaso com a produção intelectual..." (Estamos distantes dos mais inovadores, Revista Época Negócios, nº3, Maio de 2007)
O futuro se escreve hoje. Estamos diante de perspectivas pouco ou nada animadoras como se vê. O Brasil é um país que se condena ao ostracismo e isso parece estar se tornando irreversível com o passar do tempo e a impassibilidade das autoridades competentes e também da sociedade civil organizada. Até quando a corrupção e a inépcia do nosso sistema jurídico continuarão? Que medidas efetivas estão sendo tomadas para que esses graves e emblemáticos problemas nacionais sejam combatidos e extirpados?
Se não bastasse isso, temos que nos dar conta que o problema mais sério e grave reside na base educacional que possuímos e que está nos direcionando para o fundo do poço nas próximas décadas por sua evidente incapacidade de se prestar a realizar um eficiente processo de alfabetização e formação das futuras gerações.
Sem essa base consolidada, como esperar que tenhamos produção intelectual relevante nos tempos vindouros? Não há incentivos governamentais para a pesquisa nas universidades. Quando esses incentivos existem são minguados e tão ralos que não permitem o pleno aprofundamento dos projetos. As parcerias dos centros de pesquisa com a iniciativa privada não decolam por aqui. Para piorar, a graduação recebe cada vez maior quantidade de alunos com fraca base cultural e educacional dos ciclos anteriores e a perspectiva de profissionais qualificados torna-se ainda mais restrita...
Alguns especialistas estão prevendo que num futuro próximo teremos um colapso no setor produtivo por absoluta falta de mão de obra tecnicamente qualificada... Não estou duvidando disso se providências não forem tomadas o mais rapidamente possível...


Achei muito interessante o texto pois nos mostra uma realidade bem próxima, pois deve haver uma preocupação de toda a sociedade com a educação que é fator primordial para a formação de cidadãos, que irão contribuir para o país. Em países desenvolvidos sabemos que o investimento em educação foi primordial.
ResponderExcluirum abraço
Micheli curso de formção Bauru
Achei muito bom o texto sendo de grande importância para o país, para a formação do povo.
ResponderExcluirOlá Micheli e amigo,
ResponderExcluirHá uns 30 anos atrás estávamos em pé de igualdade em termos de educação com a Coréia do Sul e o Chile, talvez até um pouco melhores... De lá para cá esses países fizeram investimentos nas escolas e passaram a crer que para superar a pobreza e se tornarem nações prósperas a prioridade dos governos devia ser a educação... O Chile é o país sul-americano de economia mais estável e próspera do continente já há uma década e a Coréia é um dos tigres asiáticos, ameaçando até mesmo o Japão que tinha a economia mais desenvolvida daquele lado do mundo... E o Brasil? Precisa dizer? Enquanto recebemos o Papa Bento XVI, na surdina os deputados votam aumentos salariais para si mesmos... O que podemos esperar de um país como o nosso? Somente com nossas próprias forças poderemos mudar isso...