Nem parece professor... A síndrome de vira-latas da educação

História que me foi contada outro dia... Depois de algum tempo um grupo de amigos se reencontrou numa festa. Alguns já não moravam na mesma cidade e, por isso, o reencontro foi saudado com muita alegria por todos. Quando foram embora da cidade estavam ainda iniciando seus estudos ou carreiras e, a maioria ainda não havia se casado. Nesse retorno, depois de bons anos, voltavam com muitas novidades e histórias para contar.
Uma das pessoas que havia ido embora tornara-se profissional liberal, possuía consultório e clientela fiel, atuava numa das grandes cidades do interior paulista e se casara em seu novo município. Quando seu marido foi apresentado as amigas e mostrou-se um perfeito gentleman, homem culto, de fala tranquila, vocabulário amplo e um papo sempre interessante e enriquecedor, as amigas começaram a especular qual seria a profissão dele...
Engenheiro? Administrador de empresas? Arquiteto? Advogado? Médico? Dentista?
Resolveram então acabar com o dilema perguntando a amiga qual era a profissão de seu marido, um homem tão inteligente. Foram então informadas que ele era professor, ao que uma delas (que também trabalha em escolas) disse:- "Nossa, nem parece professor..."
Moral da história? Se não nos dermos valor enquanto profissionais, agindo de forma pertinente, aperfeiçoando nossos saberes, tendo uma postura adequada e condizente com a nossa nobre área de atuação e demonstrando o nosso valor pessoal e profissional continuaremos sendo equiparados a vira-latas e nossa profissão certamente não terá o reconhecimento que merece...
  • Obs. A história em questão é verdadeira e, me fez lembrar de perguntas que sempre nos são direcionadas como, por exemplo, "Dá aulas... E também trabalha?", como se educar fosse muito fácil ou então como se atuar como professor não fosse trabalho... Até quando sofreremos dessa síndrome de vira-latas?

Comentários

  1. Oi! Gostei muito da reflexão que o seu texto nos obriga a fazer e me lembrei, tb, de uma citação infeliz de um colega professor, quem no carnaval passado encontrou-se comigo, minha tia e mais um amigos com o qual estávamos (todos professores) e declarou (ele tb professor): - Tantos professores juntos e não valem nem por um. Aquilo foi o fim da picada para mim. Ele depreciou a profissão da qual ele faz parte. Infelizmente não consigo apagar da memória este episódio e não consigo deixar de pensar que muitos professores realmente se acham ou são tratados como pessoas inferiores.

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  2. Verdade!
    Precisamos nos dar o devido respeito.
    Para aumentar um pouco mais a indignação dos educadores que chegarem ao ponto de ler a sua postagem e de contribuir com um comentário, vou transcrever algumas falas q escuto dentro das escola:
    Dois professores conversando "vou faltar amanhã e a diretora me disse para mandar um substituto, pois assim não irá registrar minha falta, então pensei em mandar aquela menina" ele se referia a uma menina do primeiro ano que costumeiramente é solicitada a substituir professores.
    Se um aluno pode nos substituir? Realmente não podemos exigir muita coisa.
    Advogados só podem ser substituídos por advogados, Médicos, Juízes, Enfermeiras...somente podem ser substituídos por pessoas com o mesmo grau de conhecimento enquanto Educadores....

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  3. O Professor é muito discriminado. Tem uma professora minha da faculdade, que faz doutorado e é professora da rede municipal de Bauru e ela nos comentou em aula que escutou falarem pra ela que ela deveria largar as aulas com as crianças, que isso era ser "peão", "babá". Quando me perguntavam onde eu estudava, e dizia, na UNESP, e perguntavam o curso...quando eu respondia pedagogia, eles falavam: Ah!...você vai ser professora?...e logo mudavam de assunto, como se eu fosse uma maluca de querer ser uma educadora! Vamos lutar para que a nossa profissão seja mais valorizada, lutar pelos nossos direitos e por melhores salários!

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  4. Oi Luis!
    Eu indiquei vc para o Prêmio Blog com tomates. Dê uma olhada no meu blog www.gibitecacom.blogspot.com
    Espero que aceite

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  5. Adriane/Jaqueline/Marisa2 de agosto de 2007 às 16:10

    REALMENTE O TEXTO CONFIRMA A TRISTE REALIDADE, POIS A VALORIZAÇÃO DEVE INICIAR-SE PELOS PRÓPRIOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO JÁ QUE AS AULAS DEVEM SER REMUNERADAS COMO OUTRAS PROFISSÕES E NÃO COMO SÃO BANALIZADAS COMO UM SIMPLES "DAR AULAS'.

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  6. Achei seu artigo muito bom e pertinente. Sempre procurei explicar para minhas alunas da educação que o professor deveria ser valorizado, mas esta valorização deveria começar pelo próprio professor e não simplesmente dizermos que não temos tempo ou dinheiro para nos aperfeiçoarmos.
    Queidmara Norbeto/ bauru

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  7. Achei ótimo o artigo, muitas pessoas vêem o professor como um profissional simplista, esquecendo que para ser médico, advogado ou qualquer outra formação, ele primeiramente recebeu formação de professores que o ajudaram a estar aonde estão. Temos sim, que mostrar o quanto somos importantes para a sociedade e só através de nossa auto estima é que conseguiremos isso.

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  8. Gostei de seu texto ,e precisamos lutar para que essa sínddrome não vire epidemia.Desde quando estava escolhendo o curso universitário que iria fazer,já sentia muito pouco caso por parte dos meus colegas.Quando me perguntavam:-Que curso voc^vai fazer e eu respondia Pedagogia.Eles falavam...Peda o que?? Se nós profissionais da educação não começarmos a mudar esse triste quadro a síndrome só tende a aumentar.Todos precisam acreditar que ser professor é realmente ser muito importante para todos.

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  9. Talvez não seja uma questão de desvalorização, mas de preconceito para com a nossa profissão, afinal no mundo imediatista em que vivemos a maioria das pessoas valorizam o médico que tem a "cura" rápida para os sintomas, não importa se ele teve ou não a preocupação de verificar, e sanar a causa da doença. O resultado de nosso trabalho tavez seja percebido e até reconhecido depois de anos, pois não "produzimos" frutos aparentes, imediatos.

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  10. Cabe a nós professores estar valorizando nosso trabalho.Temos que mostrar aos pais e aos demais que quem entende de educação somos nós,professores!

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  11. Cleusa Alves Medeiros3 de agosto de 2007 às 16:34

    Nós professores não nos valorizamos, temos que buscar capacitação, batalhando pela nossa competência, pois o profissional capacitado, que está sempre buscando se reciclar, levando a sério sua profissão, com certeza, a comunidade, vai valorizá-lo, mas, tem iniciar pelo próprio educador. Ele tem que participar de eventos, tem que ler muito, unir a sua categoria para que unidos torne-se uma categoria forte com capacidade de luta, tanto por melhores salários, como por melhores condições de trabalho.

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  12. achei o seu texto muito bom.Minha filha tem 7 anos e sempre fala que vai ser professora quando crescer.Infelismente muita gente a desencoraja(até mesmo professores).
    Eu como mãe dou o maior apoio, pois acho essa profissão maravilhosa e muito gratificante.
    Se os joveens tivessem mais encorajamento tenho certeza que teríamos mais e melhores professores.

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  13. OI "PRO" LUIZ
    JÁ NOS REDUZIRAM A UM TERÇO DE NOSSO NOME( PROFESSOR) , SEI QUE NA EDUCAÇÃO INFANTIL É UMA MANEIRA CARINHOSA QUE USAM PARA CHAMAR A NOS, MAS...JÁ E UMA REDUÇÃO, MAIS REDUÇÃO DE SALÁRIO; REDUÇÃO DE FÉRIAS(recesso) e outras.
    FICAMOS TRISTES COM O POUCO VALOR QUE NOSSA PROFISSÃO ESTA TENDO(NÃO PODEMOS ESQUECER QUE QUALQUER CARREIRA PROFISSIONALTEM QUE PASSAR PELAS MÃOS DE UM PROFESSOR) MAS NÃO DESISTO ,GOSTO DO QUE FAÇO DAS CRIANÇAS,DAS TROCAS FEITAS COM ELAS (ELES SEMPRE TRANSMITINDO MAIS PARA NÓS),DO CONTATO COM OS PAIS,ETC. FICO REVOLTADA COM ALGUNS COMENTÁRIOS FEITOS,QUE NOS DESMERENCEM OU NOS DIMINUEM.

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  14. Gostei muito de sua abordagem sobre a valorização do professor.Concordo plenamente ; pois outros profissionais são bem mais valorizados pela sociedade.Entre colegas de profissão é comum ouvirmos piadinhas de mau gosto; enquanto muitos professores também não se valorizam como profissionais e muito menos como pessoas.Acredito que enquanto os professores não tiverem uma postura ética , não obteremos reconhecimento por parte da sociedade e do governo.

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  15. Realmente há professores vira-latas e professores educadores.
    Porém, o mais triste é observar que na maioria das vezes essa atitude começa lá de cima, da gestão escolar.
    Estamos em uma situação caótica, onde não mais há respeito e transparência. É claro que devemos agir por nós mesmos e que somos responsáveis por nossos próprios atos, mas muitas vezes é o próprio trio gestor ou mesmo os proprios professores que se auto denigrem !!!

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  16. O professor precisa ver-se como um profissional; profissional da educação.Profissional que tem um trabalho, que estudou e permanece estudando. Profissional que conhece seu valor,que se respeita, que respeita o "bem público", para o qual trabalha.
    Muitas pesquisas têm apontado esta necessidade. Vale dar uma lida nos livros do autor Maurice Tardif, publicados no Brasil pela Editora Artmed.

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  17. Nossa!!! Esse comentário fez-me lembrar do dia do meu noivado! Ao colocar a minha aliança , minha sogra questionou o meu marido se ele teria mesmo coragem de se casar comigo, pois eu era e sou uma " professora" e os outros filhos dela escolheram outras profissionais para se casarem como dentista, psicóloga... Enfim, naquele dia ela me fez sentir-me muito mal , mas hoje, não vivo de clientela e ganho muito mais que seus filhos...(risos). Tenho uma profissão que me realiza, pois amo meus alunos e tudo o que eu faço.

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  18. INFELIZMENTE , NÓS PROFESSORES NÃO SOMOS UMA CLASSE UNIDA E NEM TÃO POUCO VALORIZADA . DE SABER QUE ESTAMOS LHE DANDO COM VIDAS , SOMOS TÃO IMPORTANTE COMO UM MÉDICO. DEVEMOS SIM TER POSTURA E ÉTICA .

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  19. eu concordo com o texto;precisamos valorizar nossa profissao eo mais importante nunca perder a esperança que um dia pode melhorar

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  20. O PROFESSOR ESTÁ CONSTANTEMENTE COM A SÍNDROME DE VIRA-LATAS DA EDUCAÇÃO DEVIDO A FALTA DE VALORIZAÇÃO PROFISSIONAL CAUSADA POR PROFESSORES VIRA-LATAS,DESCOMPROMETIDOS,TRAPACEIROS,QUE FAZEM DA EDUCAÇÃO BRASILEIRA UM"BICO" E NÃO ASSUMEM REALMENTE O PAPEL DE EDUCADOR.
    MARIZA GARCIA

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  21. Infelizmente nossa profissão não é reconhecida,ainda há muito preconceito.
    Fiz psicologia e pedagogia ,quando encontro com alguém que fez faculdade comigo de psicologia e me perguntam o motivo de eu não ter seguido a carreira,fico indignada!

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  22. Amei a reflexâo!Infelizmente nossa profissao não é valorizada o quanto deveria, a sociedade ainda não percebeu que a educação pode "mover moinhos". Estou nesta profissão ha dez anos e não me arrependo em momento algum desta escolha. Faço e farei de tudo para modificar a visão que se tem na profissão do educador e partirei do mundinho dos meus alunos e, tenho esperança que um dia verei a modificaçao de pensamentos estampados no olhar de cada pessoa.

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  23. Ao abraçarmos essa profissão temos que "fazer a diferença" e não ser simplismente mais que veio para somar ao grupo....

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  24. nos mesmo precisamos nos valorisar ecorrer atras dos prejuizos que nos sao causados de todas as formas . E os outros que pensem melhor ,pois todo ocnhecimemto que se possa ter inicia-se em uma sala de aula com um professor.

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  25. Realmente existem muitos professores que agem dessa maneira.Não tendo uma postura digna de educador.Precisamos realmente valorizar mais a classe dos professores.

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  26. É muito triste o que acontece com nossa profissão. Será que estamos nos dando tão pouco valor? Eu costume falar prá mim mesma que nossa profissão é a mais importante, afinal somos nós professores que educamos todos os outros profissionais. Se, com essa desvalorização não houver mais quem queira ser professor, como será? Será extinta? Quem educará nossas crianças, jovens e adultos? Precisamos, e merecemos, nos dar o devido valor. Quando isso acontecer seremos reconhecios e valorizados por todos.
    Selene - Bauru

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  27. Claudia Matas - Bauru9 de agosto de 2007 às 15:49

    É muito triste perceber que a síndrome de vira-latas é real. Além da baixa estima do professor a sociedade deprecia esta profissão tão digna e importante.

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  28. Márcia comenta:infelizmente a profissão de professor,foi desvalorizada ao longo dos anos.Talvez pelos cursos de formação que foram caindo em qualidade,cada vez mais.Como fica o MEC quando autoriza a abertura cada vez mais e mais vários cursos:Pedagogia , Direito e outros..Também o próprio professor que não se valoriza dizendo "eu dou aula",quanodo deveria dizer "eu ministro aulas",segundo seu próprio artigo.Seu artigo leva-nos a uma reflexão sobre as nossas próprias atitudes.Gostei muito!!!!

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  29. É muito comum este tipo de comentário sobre o educador, talvez porque com o tempo as políticas públicas voltadas para a educação foram nos desvalorizando e nós, nos calando. Infelizmente somos uma classe desunida. Que este comentário nos faça refletir sobre o nosso papel como educador, e que faz parte deste papel formar cidadãos capazes de valorizar qualquer profissional principalmente aquele por quem passam todas as outras profissões. O que seriam dos advogados, médicos, terapeutas, engenheiros,etc... se não houvesse um professor para iniciá-lo na busca pelo conhecimento?

    |Professora Elisabete

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  30. Infelizmente temos que conviver com esses tipos de comentários, pois as vezes até os próprios colegas de trabalho não se dão ao devido valor. Se não assumirmos a postura de professor, jamais seremos considerados como tal. E a única maneira de vencermos essa desvalorização é sempre nos atualizarmos e continuar batalhando pelo nosso grande ideal que é educar, sempre com muito respeito e amor pelo nosso aluno.

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  31. O texto é muito bom.
    Infelizmente esta é a realidade da nossa profissão,muito vezes não nos damos o devido valor, e isto é muito triste. Portanto, que este texto nos faça refletir sobre o verdadeiro papel do educador, e formar cidadãos capazes de valorizar todo e qualquer profissional.

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  32. O texto me confirma o que tenho questionado da exigência do Curso de Pedagogia em Universsidades para professores do fundamental que nem se quer sabem falar o português.
    Exemplificando:meio dia e meio,pogresso,pobrema etc.
    O triste é que justamente esse tipo de professor é que gosta de falar aos cotovelos.

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  33. Errata:Por erro de digitação leia Universidades ao invés de Universsidades.

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  34. Gostei do texto e dos comentários.Tenho orgulho e paixão pela profissão, o que me entristece é abrir meu holeret...
    Thereza-bauru

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  35. Professores precisam ganhar salários dígnos p/ poder se recilar. Muitos professores não tem dinheiro para comprar jornais todos os dias, revistas semanalmente e bons livros pois custam caro e os salários não são condizentes.Um outro fator seria a falta de tempo para estar lendo porque professores costumam dar aulas o dia todo p/ ganhar um pouco mais e que tempo terão para aprimorar seus conhecimentos? Sou professora adoro ler gostaria de fazer pós graduação em minha área (geografia) mas não posso pois meu salário fica comprometido com as despesas da casa e trabalho o dia todo.

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  36. realmente nos professores temos,e devemos nos valorizar cada dia mais.

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  37. Olá pessoal!
    Ao ler o texto apresentado pelo João Luís e os comentários feitos aqui pelos colegas educadores, me lembrei das palavras de nosso querido Miguel Arroyo, em seu livro OFÍCIO DE MESTRE. Num dos capítulos ele nos remete a uma importante reflexão sobre o papel do educador, quando discute nossa docência. Ao ler esse texto, sentimos nossas energias serem renovadas, percebemos nosso verdadeiro ofício e encontramos o sentido educativo de nossa tarefa. Ganhamos um novo olhar sobre nossa docência: a dimensão humana do nosso fazer que nos leva a sentir um grande orgulho em ser professor. Afirma ele que nossa docência é uma "humana docência" e que precisamos descobrir nossos educandos como "gente e não apenas como alunos". Assim sendo ser educador é diferente de ser docente... Educar é diferente de ensinar!
    Vamos nos fortalecer colegas educadores!
    Abraços ao João Luís e a todos os educadores de Bauru que descobriram nesse caminho do BLOG ESCOLHENDO A PÍLULA VERMELHA (Projeto de Informática Educacional) um recurso para aprofundar os estudos e construir as competências.

    Christina Simões (Coordenadora do Projeto em Bauru pela Planeta Educação)

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