Projeto pretende acabar com as cópias ilegais de livros no Brasil

Velho dilema enfrentado pelas editoras que publicam principalmente livros técnicos no Brasil, a reprodução de trechos via xeróx está com os dias contados. As editoras parecem próximas de solucionar o problema adotando sistemáticas semelhantes as que foram utilizadas em países como a Inglaterra, a França e os Estados Unidos com o projeto Pasta do Professor. A reprodução de capítulos continuaria a acontecer, só que agora, com a chancela e o controle por parte das editoras em acordo com a Associação Brasileira de Direitos Reprográficos. Os estudantes universitários reclamam, com razão, que os seus cursos são estruturados com base em capítulos vários, de diversos livros, autores e editoras e que, com certeza, o dinheiro disponível para comprar todos esses volumes não existe em seus bolsos... Por isso o expediente de utilizar cópias xeróx tornou-se tão popular nas faculdades brasileiras. Com o novo sistema seria possível fazer cópias, com o registro de dados de quem as comprou (para evitar que esses capítulos sejam posteriormente pirateados), a um custo quase equivalente ao de um xeróx cobrado nas faculdades brasileiras (é um pouquinho mais caro, mas a diferença é mínima) e que legaria as editoras e aos autores o pagamento dos direitos autorais. Com o pagamento dos direitos autorais seria possível financiar e fomentar o crescimento da indústria livreira no país e, certamente, isso também ocasionaria queda de preços nos livros editados, o que é uma repercussão muito positiva.

Por João Luís Almeida Machado

Comentários

Postagens mais visitadas