Famílias de baixa renda gastam 10% do orçamento com educação privada

Em matéria publicada no dia de ontem pelo jornal O Estado de São Paulo fomos informados de que há um número crescente de famílias de baixa renda, pertencentes as classes D e E, que recebem em média R$ 800,00 (oitocentos reais) por mês, que dispendem 10% daquilo que obtém como rendimentos para financiar os estudos de seus filhos em escolas particulares. O motivo? A convicção de que a qualidade de ensino nas instituições públicas deixa muito a desejar e o desejo de dar a seus herdeiros melhores possibilidades no futuro que terão pela frente. Chama a atenção o fato de que os valores gastos por essa parcela da população com a educação superam (proporcionalmente) as despesas das famílias das classes A e B, que também mandam seus filhos para escolas particulares, mas que dispendem aproximadamente 2,5% de seus rendimentos familiares. O que também se destaca nessa questão é que o montante de recursos coletados pelo estado (federal, estadual e municipal) no Brasil equivale a mais de 40% dos rendimentos dos cidadãos do país (temos que trabalhar até o 25º dia do mês de maio para pagar impostos e só depois disso é que estaremos ganhando alguma coisa!). Se pagamos tanto imposto o mínimo que poderíamos esperar é que os serviços públicos essenciais, em particular a educação e a saúde, apresentassem qualidade e legassem a população boa formação educacional e suficiente saúde!
Por João Luís Almeida Machado

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