Rematados imbecis...
- "O eleitor brasileiro é um rematado imbecil. Não, não é minha opinião. É a opinião das pessoas que esse suposto imbecil elege. Mais concretamente, é a opinião do mundo político, sem distinção de partidos. É a única explicação possível para as inúmeras peças legislativas que tratam de eleições." (Educação e Enrolação, artigo de Clóvis Rossi, para a Folha de São Paulo, em 22/11/07)
Clóvis Rossi, reputado colunista da Folha de São Paulo, sempre mexe com meus brios. E acredito que o faça também com os milhares de leitores do jornal em que trabalha. Ele parece sempre estar a nos dar um belo tapa na cara no momento mais inesperado do dia. Através de seus editoriais, Rossi nos agride, nos ofende, nos ataca e, acima de tudo, quer nos abrir os olhos. É o que, por exemplo, provoca nos leitores de seu editorial "Educação e Enrolação", no qual enfoca os rematados imbecis que somos todos nós, eleitores brasileiros, aos olhos daqueles que elegemos, ou sejam, os políticos brasileiros.
Penso que a menção a "educação" no título de seu texto não poderia ter sido mais pertinente, mesmo que a área não mereça o enfoque principal na referida produção escrita. E porque digo isso? Pelo fato de acreditar piamente que enquanto tivermos a educação sucateada que temos em funcionamento no país atualmente, não iremos jamais lograr a sociedade que almejamos, mais justa, digna, fraterna e com menos corrupção, desigualdades, violências e outros dramas do nosso cotidiano.
Educação não pode ser moeda de troca. Saúde também não deve ser usada como elemento político para obter benefícios eleitorais. Habitação, transporte, lazer, cultura e todos os serviços públicos oferecidos a população são direitos adquiridos e é obrigação dos eleitos pelo povo a disponibilização dessas benfeitorias (com qualidade) para todos. Ainda mais se levando em conta o peso dos tributos pagos pelos brasileiros...
O único meio de superar a pecha de "rematados imbecis" que os políticos nacionais nos deram é através do estudo, da educação de qualidade, da preparação do cidadão para o exercício pleno de seus direitos e deveres, de sua conscientização para que possa lutar por mais ética, de sua preparação para o exercício real da cidadania...
Por João Luís Almeida Machado


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