Brasileiros passam pouco tempo na escola

  • "Os jovens brasileiros estão entre os que permanecem por menos anos na escola na América Latina, apesar de a freqüência escolar no Brasil estar acima da média da região, segundo indica um relatório divulgado nesta semana pela Organização das Nações Unidas (ONU). O relatório Juventude Mundial 2007 indica que os jovens brasileiros entre 15 e 24 anos passaram em média 8,4 anos na escola - entre as pessoas de 24 a 59 anos, essa média é de 7,5 anos. A maior média de anos passados na escola entre as pessoas de 15 e 24 anos foi registrada no Chile (10,9 anos), seguido do Peru (10,6) e da Argentina (10,5). Entre os 18 países latino-americanos considerados pelo relatório, o período de anos de escola dos brasileiros de até 24 anos é maior somente do que o dos guatemaltecos (8,2 anos), hondurenhos e nicaragüenses (7,9 anos). Em relação à freqüência escolar, 73,6% dos jovens brasileiros entre 13 e 19 anos pertencentes à camada dos 20% mais pobres freqüentam a escola, enquanto 89,8% dos jovens na mesma faixa etária entre os 20% mais ricos vão à escola. O índice brasileiro para os jovens mais pobres é superior ao de nove países da lista - Colômbia, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Paraguai e Uruguai. O relatório da ONU afirma que os países da América Latina tiveram grandes avanços no campo da educação nos últimos 30 anos, atingindo um índice médio de 95% das crianças matriculadas no ensino primário, superior aos 85% verificados entre os países em desenvolvimento em geral." (Fonte: BBC de Londres)

Boa notícia: Na América Latina em geral o índice de pessoas em idade escolar que estão frequentando escolas já é equivalente a 95%, superior aos índices mundiais gerais que apontam 85% de estudantes nas escolas (esse índice é baixo na África e em grandes porções do continente asiático; por outro lado, é de quase 100% na Europa, Estados Unidos, Japão e demais países desenvolvidos). O Brasil, isoladamente supera o índice latino-americano auferido pela ONU, atingindo quase 90%.

Má notícia: No Brasil a quantidade de tempo dispendido pelos estudantes durante sua vida escolar não supera 8,4 anos na escola. Esse índice, como aponta a reportagem, supera apenas alguns países da América Central e fica aquém dos resultados obtidos por vizinhos como a Argentina ou o Chile.

Conclusão: Estuda-se pouco no Brasil. Esse fato, aliado a baixa qualidade do ensino, auferida nacional e internacionalmente através de exames e pesquisas, demonstra que realmente podemos ter, em breve, um apagão de mão de obra e consequências sociais ainda mais graves do que as atuais se não educarmos com mais qualidade e tempo as nossas crianças e jovens...
Por João Luís Almeida Machado

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