Resiliência

  • RESILIÊNCIA - 1 (Física): Propriedade que alguns corpos apresentam de retornar à forma original após terem sido submetidos a uma deformação elástica; 2 (Sentido figurado): Capacidade de se recobrar facilmente ou se adaptar à má sorte ou às mudanças. (Fonte: Dicionário Houaiss).

Destaco o significado da palavra resiliência pensando no artigo publicado pela Revista Vida Simples, edição de dezembro/janeiro (2007/2008), e também já pensando no Brasil e na educação para o próximo ano. O que quero dizer com isso? Que, por exemplo, sem a CPMF, o governo terá que "retornar à forma original" depois de ter "sido submetido a uma deformação elástica", ou seja, após a bonança desses anos todos com mais dinheiro em caixa para a saúde (supostamente) e que, convenhamos, de pouco ou nada adiantou para melhorar a qualidade dos serviços públicos no setor.

Penso que o mesmo princípio também se aplica a educação, ou seja, apesar de termos contato ao longo dos anos com inúmeras novidades pedagógicas e tecnológicas aplicáveis a educação, temos que analisar com distanciamento, frieza e ponderação tudo o que nos foi ensinado/trazido e, para tanto, o melhor é um "retorno à forma original" em que nos sentimos mais à vontade e revestidos de condições de pensar em tudo sem precipitação.

Porque digo isso? Pois percebo que nos últimos tempos temos tido tantas "inovações" em educação e tão pouca aplicação desses novos saberes e ferramentas em sala de aula, que acredito que o professor não está tendo tempo para pensar sobre as mesmas e, na dúvida, está preferindo continuar do jeito que já conhece...

"Esticados" ao extremo, como os elásticos da física, os professores não conseguem refletir com propriedade e optar com a necessária inteligência pedagógica que possuem pelas melhores opções para suas aulas e cursos. Nesse sentido acabam deixando de usar computadores, filmes, novos livros, estratégias diferenciadas de trabalho pedagógico ou mesmo novas informações e dados coletados pela ciência em suas aulas pois sempre estão no extremo (de tempo, esforço, cobranças,...) e, assim, não dispõem de reais condições de retornar "à forma original" para se reestruturarem...

O que se espera para 2008 é que, tanto a saúde pública (sem a CPMF) quanto os educadores, consigam demonstrar condições de "se recobrar facilmente (no primeiro caso) ou se adaptar as mudanças (no que se refere aos educadores)"...
Por João Luís Almeida Machado

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