Maiores universidades privadas do país registram aumento de 34% nas matrículas
- Impulsionadas principalmente por uma guerra de preços nas mensalidades em São Paulo e por promoções, as cinco maiores universidades do país - Unip, Estácio de Sá, UniNove, UniBan e Universidade Salgado de Oliveira - registraram, de 2004 para 2006, aumento de 34% no número de alunos na graduação, mostra reportagem da Folha de São Paulo. O crescimento é quase o triplo do verificado para o total das instituições de ensino superior (12%) e mais que o dobro do total das particulares (16%), de acordo com o Censo da Educação Superior do Inep (instituto de pesquisa e avaliação do Ministério da Educação). (Fonte: Folha Online)
O aumento em questão é desejável do ponto de vista da expansão de oportunidades de ensino no 3º Grau, isso é indubitável. O apoio do governo federal a expansão do segmento privado através do projeto Pro-uni é prova de que há respaldo para esse crescimento até mesmo da esfera pública, que tem se mostrado pouco interessada e afeita a investimentos no crescimento da oferta de vagas nas universidades estaduais e federais. A "popularização" dos preços é também saudada por alguns especialistas como sendo um dos motivos que estão levando as pessoas a investir em cursos de graduação (fato esse ocasionado pela crescente disputa de mercado travada por essas e outras instituições de ensino privado, o que não deixa de ser saudável, é claro).
O que está deixando muita gente de cabelo em pé em relação a essa notável expansão é que para baixar os custos essas instituições estão demitindo os profissionais com maior qualificação (em especial os doutores, mas essas medidas também afetam alguns mestres), enxugando custos operacionais (o que representa menores investimentos em livros, computadores, funcionários,...) e ainda trabalhando com salas lotadas (para aumentar sua produtividade/lucratividade).
Aumentar a quantidade de vagas disponíveis na graduação e dessa forma expandir a oferta de mão de obra mais qualificada no mercado ao mesmo tempo em que se garantem mais oportunidades de emprego e qualidade de vida para as pessoas é uma ótima notícia...
Que esse aumento seja feito as custas da formação realmente qualificada desses graduandos com o corte de profissionais mais experientes e titulados, salas lotadas e oferta mais reduzida de recursos materiais é realmente lastimável e mostra muito bem para todos porque o Brasil ainda precisa melhorar muito para pensar em ser vanguarda no mundo...


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