Números da reengenharia do setor bancário no Brasil

No início da década de 1980 a profissão de bancário era valorizada a ponto de várias pessoas que já possuíam formação universitária deixarem de exercer a profissão para a qual haviam estudado para atuar na linha de frente de instituições como o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal, o Banespa e até mesmo das instituições privadas do setor, como o Itaú, o Bradesco, o Banco Real,... Para termos uma idéia da força desse segmento, vamos a alguns números:
  • O setor bancário chegou a ter naquele princípio de década (1980), seis vezes mais funcionários do que a indústria automobilística.
  • De acordo com a Febraban, em seu auge, os bancos tiveram 900 mil funcionários.

A globalização e a chegada das novas tecnologias levou a uma reengenharia no setor que ocasionou a queda no número de empregos para o nível atual de, aproximadamente, 300 mil trabalhadores. Isso quer dizer o seguinte: Se numa agência bancária de sua cidade, há 25 anos atrás, trabalhavam 30 funcionários, hoje o quadro funcional reduziu-se para aproximadamente 10 pessoas... E, para a pasmaceira geral, essas pessoas realizam senão a mesma quantidade de funções de seus antecessores, provavelmente mais ainda...

E como explicar isso? Vamos então de novo aos números...

  • O cliente atendido num caixa bancário por um funcionário nos dias de hoje custa o equivalente a R$ 3,20 (três reais e vinte centavos).
  • O cliente atendido por um caixa eletrônico custa para o banco o equivalente a R$ 0,65 (sessenta e cinco centavos).
  • O cliente que utiliza os serviços bancários via internet banking custa para a instituição bancária que o serve o equivalente a R$ 0,15 (quinze centavos).

E precisa falar mais alguma coisa?

Por João Luís Almeida Machado

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