Projeto experimental sobre lixo para desenvolver na escola
- "O dono de bufê Ari Derfel leva uma vida de lixo, e resolveu lembrar o resto da humanidade que todos também são assim. O americano, de 35 anos, guardou todo o lixo que produziu pessoalmente ao longo de 2007 mas ter uma idéia de quantos dejetos uma pessoa produz, informa o jornal San Francisco Chronicle. Em seu caso, foram 2,7 metros cúbicos de tralha. O experimento teve início como uma tentativa de Derfel de avaliar seus próprios hábitos de consumo, mas se transformou num alerta sobe consumismo e o meio ambiente." (Fonte: Associated Press)
Logo que vi essa notícia me ocorreu a idéia de que isso poderia se transformar num projeto experimental de ciências a ser desenvolvido com alunos do ensino fundamental, a partir do segundo ciclo (quinto a nono ano). Caberia aos professores, nesse sentido, organizar a atividade da seguinte forma:
- Explicar em sala de aula a questão do lixo.
- Orientar leituras sobre o tema.
- Pedir pesquisas acerca da questão a serem feitas nos jornais, em revistas, em livros e na internet.
- Passar vídeos sobre o tema, como o documentário "Ilha das Flores", de Jorge Furtado.
- Orientar os alunos a mensurar e qualificar o lixo doméstico produzido em suas próprias residências ao longo de períodos específicos - como um dia, uma semana, uma quinzena ou até um mês.
- Os alunos teriam que saber diferenciar lixo orgânico e inorgânico, reciclável ou não e, dessa forma, poderiam até mesmo orientar e pedir aos pais e as autoridades medidas que promovessem o reaproveitamento daquilo que pode ser reciclado.
- A quantificação poderia ser orientada pelos professores de matemática; a produção de um texto coletivo poderia ser trabalhada junto aos docentes de português; a parte científica ficaria obviamente para os profissionais da área científica; subsídios de geografia e história ajudariam a perceber como o problema do lixo afeta a humanidade em diferentes localidades e épocas.
- Ao final poderia ser elaborado um texto coletivo, com os dados quantificados por todos os estudantes, que seria repassado a imprensa e as autoridades...
Por João Luís Almeida Machado


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