O professor desmaiou...
Sala de aula cheia. Reposição no período da tarde. Só adolescentes. Turma de Ensino Médio. Verão daqueles abrasadores, difíceis de aguentar. E o professor de história tentando, em vão, fazer com os alunos prestem atenção em sua explicação.
Altera o lado da lousa em que faz suas anotações, ensaia um passo de dança, cantarola alguma canção, tenta o velho expediente da piadinha de salão para ver se desperta os sonados pelo peso do almoço que se faz notar ou ainda chamar a atenção daquele grupinho, no fundo da sala, que insiste em trocar uma idéia sobre o jogo de ontem ou o namorico de algum deles...
Nada dá certo... Até mesmo o carismático professor parece incapaz de chamar para si o grupo que tão bem conhece e que, sabe ser de qualidade. O calor, aliado a digestão lenta da refeição do meio-dia, os hormônios em ebulição e a chateação de ter que encarar uma aula de reposição, são os problemas com os quais está lidando.
Não é nada pessoal. Nem mesmo rejeição dos alunos quanto a sua disciplina. São todos aqueles fatores que, conjuntamente, criaram uma situação de aparente conspiração. Um motim está em andamento e o professor sente que do jeito que as coisas andam o escolhido para andar na prancha será ele mesmo...
Altera o lado da lousa em que faz suas anotações, ensaia um passo de dança, cantarola alguma canção, tenta o velho expediente da piadinha de salão para ver se desperta os sonados pelo peso do almoço que se faz notar ou ainda chamar a atenção daquele grupinho, no fundo da sala, que insiste em trocar uma idéia sobre o jogo de ontem ou o namorico de algum deles...
Nada dá certo... Até mesmo o carismático professor parece incapaz de chamar para si o grupo que tão bem conhece e que, sabe ser de qualidade. O calor, aliado a digestão lenta da refeição do meio-dia, os hormônios em ebulição e a chateação de ter que encarar uma aula de reposição, são os problemas com os quais está lidando.
Não é nada pessoal. Nem mesmo rejeição dos alunos quanto a sua disciplina. São todos aqueles fatores que, conjuntamente, criaram uma situação de aparente conspiração. Um motim está em andamento e o professor sente que do jeito que as coisas andam o escolhido para andar na prancha será ele mesmo...
Tendo tentado tudo aquilo que constava de seu arsenal básico para estas situações e, certamente descontente por não ter conseguido mudar o rumo das coisas, o professor tem, de súbito, uma idéia pouco convencional, digamos assim.
Sem dar pistas, continua falando para as paredes, andando para lá e para cá, e de repente começa a dar pinta de que o stress está indo além dos simples "sermões" tradicionalmente repetidos durante essas aulas tumultuadas... O calor parece estar afetando também ao venerável mestre e ele dá sinais disso, diminuindo a passada, falando mais sofregamente, diminuindo o tom de voz, arfando com alguma freqüência...
E eis que, de repente, do nada, o professor cai duro no chão, estatelado, como se tivesse sido fulminado por um raio...
"Desmaiou..."
"Façam alguma coisa..."
"O professor passou mal..."
Em segundos até o menino que mal disfarçava a noite mal dormida no final da sala está de prontidão ao lado do mestre, caído... Ninguém sabe ao certo como proceder numa situação como esta... E, de repente, do aparente mundo dos desfalecidos que aparentava estar frequentando, o professor se levanta... Lívido, como se nada tivesse acontecido... E diz, em alto e bom som para todos...
"Da próxima vez isso pode acontecer de verdade... Viram o que podem fazer comigo?"
Assustados e impávidos, depois dessa bela atuação e de um breve sermão, a aula, ainda debaixo de calor abrasador, continuou... Sem problemas...
Obs. Baseado em história verídica
Sem dar pistas, continua falando para as paredes, andando para lá e para cá, e de repente começa a dar pinta de que o stress está indo além dos simples "sermões" tradicionalmente repetidos durante essas aulas tumultuadas... O calor parece estar afetando também ao venerável mestre e ele dá sinais disso, diminuindo a passada, falando mais sofregamente, diminuindo o tom de voz, arfando com alguma freqüência...
E eis que, de repente, do nada, o professor cai duro no chão, estatelado, como se tivesse sido fulminado por um raio...
"Desmaiou..."
"Façam alguma coisa..."
"O professor passou mal..."
Em segundos até o menino que mal disfarçava a noite mal dormida no final da sala está de prontidão ao lado do mestre, caído... Ninguém sabe ao certo como proceder numa situação como esta... E, de repente, do aparente mundo dos desfalecidos que aparentava estar frequentando, o professor se levanta... Lívido, como se nada tivesse acontecido... E diz, em alto e bom som para todos...
"Da próxima vez isso pode acontecer de verdade... Viram o que podem fazer comigo?"
Assustados e impávidos, depois dessa bela atuação e de um breve sermão, a aula, ainda debaixo de calor abrasador, continuou... Sem problemas...
Obs. Baseado em história verídica
Por João Luís de Almeida Machado


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