A liberdade e a igualdade a partir do exemplo de Nelson Mandela

  • "Nosso grande medo não é o de que sejamos incapazes. Nosso maior medo é que sejamos poderosos além da medida. É nossa luz, não nossa escuridão, que mais nos amedronta. Nos perguntamos: "Quem sou eu para ser brilhante, atraente, talentoso e incrível?" Na verdade, quem é você para não ser tudo isso?... Bancar o pequeno não ajuda o mundo. Não há nada de brilhante em encolher-se para que as outras pessoas não se sintam inseguras em torno de você. E à medida que deixamos nossa própria luz brilhar, inconscientemente damos às outras pessoas permissão para fazer o mesmo" (Discurso de posse de Nelson Mandela)
Assisti no último final de semana ao filme "Nelson Mandela - A Luta pela Liberdade" e, mais uma vez, me emocionei com fragmentos da história deste grande homem, nascido em 1918, que hoje tem mais de 90 anos. Sua persistência, confiança inabalável, crença nas possibilidades de vitória apesar das adversidades (ficou 27 anos encarcerado por ser considerado terrorista em seu próprio país), capacidade de superação e impensáveis êxitos para quem viveu os anos 1960, 1970 e 1980 são registros claros de que é possível sim, mesmo diante de tantas escaramuças, triunfar em nome daquilo que prezamos...

É, portanto, mais que sonho, acreditar, lutar e concretizar um mundo ético, cidadão, digno, de respeito e fraternidade, de justiça social, de harmonia étnica, de crescimento a partir da diversidade, de valorização do próximo, de reconhecimento do esforço individual e coletivo, de paz e de amor.

Certamente a situação na África do Sul hoje, apesar de todas as melhorias percebidas, ainda é de reconstrução diante do quadro adverso que Mandela recebeu quando se tornou presidente do país na década de 1990, apenas 4 anos depois de ter saído da prisão. Não se apagam da memória, da noite para o dia, problemas sociais sérios e nem, tampouco, formas de pensar e de agir preconceituosas, violentas, discriminatórias... Mas é correto afirmar que, passados 20 anos de sua saída da prisão, o país africano melhorou muito e ostenta índices sociais que o fazem ser uma das nações ascendentes que projeta melhores dias para os povos dos países emergentes nos próximos anos e décadas.

Mandela foi exemplar porque perdurou em suas crenças, não se deixou abalar pelo isolamento imposto pelo Apartheid, manteve-se altivo diante de violências sofridas, conquistou aliados tanto entre negros quanto entre pessoas de outras etnias por seu discurso/ação coerentes. Não há melhor caminho para o mundo que a integração, o compartilhamento de responsabilidades, o reconhecimento de direitos iguais para todos, a aceitação de diferenças (étnicas, culturais, religiosas, sexuais...).

Trouxe a tona no início deste texto um belíssimo pensamento de Madiba (como é conhecido o líder sul-africano entre seus mais próximos amigos) para que todos acreditem, valorizem a si próprios, reconheçam os esforços alheios e, claro, para que a luz de uma pessoa (como a de Mandela) ilumine o caminho de todas as outras e lhes permita também sempre ser melhor, o que, certamente, será benefício para todo o mundo!

Por João Luís de Almeida Machado

Comentários

  1. Apesar de sermos limitados para chegar à felicidade plena, conforme Joaquín Herrera Flores, precisamos do sonho (ficção) da utopia para sabermos qual a direção do caminho certo, mesmo que não cheguemos nunca.
    Rumo à ética absoluta, portanto.

    :)

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