A mulher de hoje e seus dilemas

Reportagem publicada pela revista Época em sua edição de 17 de outubro de 2009 traz um quadro revelador dos dilemas vividos pelas mulheres nos dias de hoje. As conquistas das últimas décadas com o avanço do feminismo permitiram a elas ascender social e profissionalmente de forma nunca antes vivenciada. As mulheres entraram no mercado de trabalho, ocupam funções que antes eram majoritariamente masculinas, revelam-se cada vez mais preparadas para tais trabalhos, estão estudando e se aperfeiçoando constantemente, tornaram-se mais livres e independentes, viajam sozinhas... Enfim, tiveram um considerável ganho de qualidade em suas vidas...
Se as notícias aparentemente são tão boas, porque surgem então os dilemas?
Por uma razão simples, para se adequar a esta nova dinâmica de vida e trabalho, as mulheres tiveram que adequar suas rotinas e repensar as relações pessoais. Amor e família deixaram de ter o mesmo espaço que tinham antes da década de 1960. Trabalho, carreira e estudos ganharam volume e importância na agenda e, nesta matemática, onde não apenas o tempo parece ser uma variável forte, rupturas aconteceram e as mulheres, ao invés de se sentirem mais felizes, estão fragilizadas porque não conseguem equilibrar a balança...
Se não bastasse tudo isso, a mulher ainda se sente pressionada a manter-se bela, em forma, continuando sensual independentemente da idade e, por mais que se submeta a tratamentos, dietas, cirurgias, cremes e afins, parece nunca estar satisfeita consigo mesma...
E isto, conforme mostram os dados de pesquisas, num momento em que os homens continuam a viver confiantes e felizes, ainda que adaptando-se a novas necessidades, como participar mais da vida doméstica da família, ajudar na criação dos filhos, continuar trabalhando e provendo seus lares com sua renda... Ou seja, as mulheres, ao longo dos últimos 40 ou 50 anos, com todas as conquistas realizadas, estão hoje se perguntando até onde aguentam, se querem continuar neste ritmo e realidade, se podem prescindir da família e do amor em prol da carreira...
A reportagem mostra casos de mulheres que resolveram priorizar os estudos e o trabalho e que, por conta desta opção, não constituíram família - abrindo mão de relacionamentos duradouros e filhos e que, agora, alguns anos depois, estão sentido falta de companheiros estáveis e crianças a lhes dar algum sentido diferente na vida daquele da carreira...
Conciliar é difícil mesmo, requer que sejam definidas prioridades e, ao mesmo tempo, que as pessoas escolham caminhos que nem sempre admitem dedicar-se de forma tão intensa a apenas um dos lados... O que se quer afinal? Esta acaba sendo a pergunta mais importante e, dependendo da resposta, pode-se chegar a algum lugar melhor, que ao mesmo tempo dê as mulheres a sensação de tranqüilidade que tanto buscam harmonizando carreira, amor, filhos, desenvolvimento pessoal... O que não pode acontecer é que a tristeza e os dilemas continuem, perdurem...
- Obs. Leia a matéria A Queda da satisfação feminina, da Revista Época, para saber mais.
Por João Luís de Almeida Machado


As unicas pessoas que pressionam a mulher a esta enormidade de tarefas são.....as próprias mulheres. Trabalhem como o homem , invistam nas suas carreiras, sejam mães ou donas de casa repartindo as tarefas. E deixem de stressar se são bonitas ou não isso é conceito estapafurdio. O Homem ama uma mulher por aquilo que ela é como pessoa e como femea. A mulher devia amar um homem pela sua personalidade e a sua capacidade de lhe dar prazer.Quando elas conseguirem retirar todos os outros motivos o mundo vai ser mais justo para elas
ResponderExcluirCássia Valeria