Sobre "Os Beatles" e "Click", livros que estou lendo...

Estou lendo "Click", de Bill Tancer, que nos coloca em contato com as possibilidades legadas pela avalanche de informações passíveis de se obter pela internet e pelo avassalador uso destas tecnologias pelo mundo afora... Mudou tudo... A forma como as pessoas compram, votam, escolhem seus pares, lêem o mundo, compreendem as coisas e, a certeza de que, com o avanço dos recursos do mundo virtual, é possível cada vez descobrir mais sobre as pessoas e o modo como pensam e agem... Deixamos pistas o tempo todo na web e, com certeza, há muita gente atenta a isso, muito mais do que pensamos, de governos a empresas privadas, de hackers interessados em saquear sua conta bancária a organizações não governamentais que pretendem obter sua ajuda para causas justas e humanitárias... Creiam-me, cada vez mais estamos sendo monitorados, ainda que Tancer diga em seu livro que não há ações e nem interesse em detectar indivíduos e sim movimentos e pensamentos grupais, as nossas pegadas online estão nos desnudando aos olhos de todos a todo o momento... Ainda estou lendo, mas já deu para ver como influenciou a política, as relações entre as pessoas, o mercado, o trabalho, o pensamento...

Além disso iniciei a biografia "Os Beatles", de Bob Spitz, um calhamaço de mais de mil páginas que conta um pouco da história do maior grupo musical de todos os tempos. Trata-se de uma deliciosa biografia, com detalhes que, ponto a ponto, nos colocam em contato com cada um dos integrantes do grupo até o momento em que se encontram e, nos idos dos anos 1960, configuram a banda que iria revolucionar o rock and roll e a música em geral. Ainda estou no início, li em algumas horas pouco mais de 100 páginas e pude acompanhar a trajetória de John Lennon e Paul McCartney, das infâncias dispares que tiveram até o momento em que descobrem-se na música e, pouco depois, se encontram e se indentificam como pares para a consecução de seus sonhos de vida (e o de tantas outras pessoas através de suas composições). Apesar de terem, como diz Bob Spitz, "se apaixonado a primeira vista" por conta de suas afinidades e devoção grandiosa a música e aos mesmos ídolos, tanto Paul quanto John sabiam que teriam que se afinar para chegar lá, ambos se perceberam como talentos que deveriam se sincronizar e não entrar em embate, como a princípio poderiam até pensar, tendo em vista que iriam concorrer pela primazia no grupo... Se assim não fizessem, certamente hoje não teríamos nem ouvido falar dos Beatles, muito menos de toda a revolução que realizaram na música e no modo como pensamos e entendemos o mundo hoje...
Por João Luís de Almeida Machado


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