Sobre o alcance e o impacto da Internet...


Passei 8 anos atuando com editor do portal Planeta Educação. Neste período publiquei apenas pelo portal perto de 900 artigos na web. Tive a felicidade de verificar inúmeros comentários sendo enviados quanto a praticamente todos os textos que lancei na internet neste período. Alguns contam mais de 150 respostas dos internautas enquanto outros, por seu lado, tem alguns poucos retornos. 


Além disto, outra satisfação foi perceber que vários destes artigos foram considerados tão interessantes e enriquecedores que foram requisitados para a publicação por jornais e revistas de praticamente todos os estados brasileiros, com ampla penetração junto a públicos estaduais e regionais. Adicionem a lista o fato de que muitos amigos blogueiros que também gostaram destes materiais acabaram reproduzindo os mesmos e, em efeito cascata, atingiram igualmente seus leitores com citações dos escritos que produzi no Planeta Educação.


Não bastasse o Planeta, nos últimos anos, em virtude de minhas pesquisas para o doutorado, cheguei a criar cerca de 20 blogs, com especial destaque para o Escolhendo a Pílula Vermelha e o Cinema de Primeira. Passado algum tempo tive a preocupação de reunir o material destes blogs num endereço único, justamente este em que vos falo novamente, para que ficasse mais fácil meu trabalho e também a localização de arquivos de interesse por internautas. Com isto podemos juntar mais 600 artigos e pensatas (aproximadamente) resultantes desta ação nos blogs.


Cômputo total: 1500 artigos (mais ou menos isto!)


Com todo este material on-line e as ações de reprodução de trechos ou artigos na íntegra, possuo mais de 100 mil referências a meu nome quando é realizada pesquisa no Google quanto ao meu nome na íntegra, a saber: "joão luís de almeida machado".


Por conta disso me lembrei do filme "Alguém tem que ceder", estrelado por Jack Nicholson, Diane Keaton e Keanu Reeves. Há uma seqüência em que o personagem de Jack, interessado na escritora protagonizada por Diane, diz a ela que procurou menções a seu nome na internet e que havia conseguido perto de 10 mil referências... Quando me lembro deste trecho percebo um pouco daquilo que foi o crescimento da internet em alguns anos ao comparar esta informação com minha própria repercussão na web... 


Afinal de contas, o trabalho que realizo e compus ao longo destes anos de atuação nesta linha de frente virtual foi setorizado, devotado a educação, cultura, arte, cinema, tecnologia, ciência e afins... Além disso, não foi realizada qualquer propaganda institucional por parte do Planeta Educação quanto aos materiais produzidos e, ainda assim, nos últimos dois anos (2008/2009) tivemos mais de 8 milhões de leituras nos artigos somente nas páginas do portal (Quando em minha vida como professor teria tal possibilidade de ser lido por tanta gente?).


Ainda assim me surpreendo em saber, agora que estou a procura de novas colocações no mercado de trabalho, dando aulas, coordenando cursos, editorando portais e materiais pedagógicos ou atuando como consultor, quando vou a escolas e instituições ligadas a educação e vejo que muita gente nem mesmo desconfia da existência de todos estes trabalhos.


Fico, por outro lado, feliz em perceber como esta produção é bem recebida por meus interlocutores, valorizando o trabalho e dando-lhes outra perspectiva quanto as minhas possibilidades profissionais, tendo como repercussão, por conta disso, melhora até mesmo na conversa entre nós, já que estas pessoas percebem pelo trabalho na internet, que poderei também ajudá-los muito tanto na atuação virtual quanto real.


Há, no entanto, um porém considerável quando bato as portas das escolas e instituições com as quais estou conversando e que passam a conhecer todo este trabalho e outras ações profissionais que desenvolvi ao longo destes 25 anos de educação (atuo como professor de ensino fundamental, médio, universidade, EAD; coordeno projetos e cursos; oriento TCCs e Monografias...). A que me refiro? Ao fato de que em várias oportunidades percebo que estas pessoas e suas instituições ficam se perguntando por que, mesmo com o impacto e alcance que tive e tenho na web, quero dar aulas, coordenar cursos ou orientar alunos?


A eles respondo sempre que sou professor desde que me entendo por gente, a partir do momento em que entrei no mercado de trabalho, ainda com 16 anos, dando aulas de inglês e, posteriormente por toda a minha trajetória de estudos e ações profissionais. Hoje o que pretendo é retornar as salas de aula e ao cotidiano das escolas ao mesmo tempo em que continuo a escrever na web, realizar formações de professores (oficinas e palestras), escrevendo e publicando livros...


Estou voltando, mais alguns dias e as definições quanto ao meu futuro profissional estarão tomadas. Espero continuar repercutindo na web e, ao mesmo tempo, marcar presença também no mundo real da educação, em seu cotidiano!


Por João Luís de Almeida Machado 

Comentários

  1. Pode existir alguem que goste tanto de ser Professor quanto voce gosta, mas não existe ninguém que goste dela mais que voce.

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  2. A mediadora de uma oficina, a qual participei citou uma frase que segundo ela é de Benedito Muniz, a qual diz o seguinte:" o mais importante que o ser humano pode deixar pelos locais onde passa é a sua marca". Que bom que a sua vem de encontro às nossas necessidades enquanto leitores virtuais.

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