Eu, você e todo mundo!
Precisamos entender aquilo que é óbvio aos nossos olhos e demais sentidos mas que, muitas vezes não parece tão claro as nossas mentes e corações, por mais que em tantas oportunidades consigamos racionalizar isto, ou seja, que o mundo é uma composição de forças, que inclui eu, você e todo mundo!
Vivemos coletivamente desde que não éramos homo sapiens, ou seja, em estágios anteriores de evolução, mesmo nos mais primitivos, nossos antepassados viviam em grupos, ainda que mais propriamente bandos, com a finalidade de se defender, de obter alimento, de conseguir fontes de água potável, de acasalar, de cuidar dos filhotes, de se abrigar das intempéries do tempo...
Não eram ainda coletividades organizadas, estruturadas e nem tampouco traziam qualquer espécie de consciência quanto aos motivos que nos faziam estar juntos naqueles primórdios. Isso veio com o tempo, com as ferramentas que fomos descobrindo e construindo ao longo do caminho, do surgimento do conceito de posse, de propriedade privada, do trabalho organizado, da escrita, da burocracia, dos sistemas políticos, das leis, da cultura e tudo mais...
Fomos ficando cada vez mais civilizados (alguns têm dúvidas quanto a isso!) e, com isso, expandimos nossos horizontes, a necessidade de atuarmos coletivamente, a complexidade da vida humana, as demandas que possuímos...
Criamos aldeias, vilas, cidades; Dividimos a sociedade a partir de origens, profissões, poder financeiro, castas; Surgiram a coleta, a criação de animais, a pesca, a agricultura, o artesanato, a indústria; estabelecemos famílias, clãs, etnias, raízes, origens, nacionalidades; formulamos leis e regras para o convívio coletivo; nos expressamos de diversas maneiras através da cultura (literatura, cinema, artes plásticas, música, dança, escultura...); Nomeamos o mundo ao nosso redor e definimos sistemas através dos quais conseguimos (ou não) conviver com os outros...
E o que é tudo isso? É fruto da experiência humana, de toda a coletividade que já passou por aqui, da que por aqui hoje se encontra (entre os quais eu, você e todo mundo!) e daqueles que ainda não chegaram mas que, por certo, continuarão a escrever as linhas da história da humanidade depois de nossas existências...
Por João Luís de Almeida Machado



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