Aventure-se pelo mundo...
Sabe que paisagem é esta? Talvez seja nos EUA...
Quem sabe na Europa... Será que é no Brasil?
Confira a resposta ao final do texto...
O que conhecemos de nosso país? E de nosso planeta? Muitas vezes moramos numa determinada localidade, onde podemos encontrar construções históricas, paisagens exuberantes, centros de produção artesanal de grande valor, áreas rurais marcadas pela excelência de suas produções, populações habituadas a ritmos diferenciados de vida e a valores próprios e específicos daquele pedaço de chão, pratos típicos de sabores exóticos e muitas outras peculiaridades. O que conhecemos de tudo isso? O quanto sabemos da região em que moramos? Pouco, muito pouco acaba sendo a resposta de muitos de nós.
Se sabemos tão pouco em relação ao local onde vivemos, o que poderemos saber da imensidão do mundo que nos rodeia? Por mais que possamos viajar, ler informações diariamente nos jornais e revistas de informação, conversar com pessoas que tenham percorrido trilhas diferentes daquelas pelas quais passamos, buscar informações em livros e cursos de diversos níveis, vasculhar a internet em busca de dados que esclareçam nossas dúvidas, jamais conseguiremos estar por dentro de tudo, saber tudo. Para que possamos conhecer, no entanto, é fundamental que continuemos pesquisando, navegando, conversando, vendo filmes, viajando...
Há muitas viagens a se fazer. Há muitos lugares a conhecer. Navegar é preciso...
Talvez Fernando Pessoa tivesse uma bola de cristal através da qual entendeu com alguns anos de antecedência os sentidos que a palavra navegar teria nos tempos atuais. Português de origem, historicamente ligado a raízes culturais marcadas por um espírito aventureiro que levaram ao desbravamento dos mares e a descoberta de novos povos e terras, Fernando Pessoa simboliza bem a idéia dos novos tempos, das conquistas que devemos almejar, dos espaços que devemos percorrer, de tudo aquilo que precisamos conhecer.
Por tudo isso, veio o reconhecimento ao seu talento maior de escritor, de realizador no campo da literatura, da cultura e do conhecimento. Se não fosse dotado dessa ancestralidade (e do gênio próprio, que lhe garantiu originalidade e criações de altíssima qualidade) e do ímpeto que lhe moveu na direção de mares nunca antes navegados, dificilmente teríamos ouvido referências a sua existência.
Precisamos nós, professores, despertar esse vigor, essa busca pelo novo, pelo desconhecido. Adentrar as florestas, visitar as cidades históricas, conhecer os museus, identificar a fauna e a flora, conhecer pessoas diferentes, comer comidas que nunca vimos antes, nos fartarmos com a variedade disponível no cardápio dessa Terra, tão próxima e tão distante.
Aventure-se pelo planeta Terra, conheça sua cidade, explore a região onde mora, parta para vôos mais altos, descubra o mundo e sua diversidade...
Obs. A paisagem apresentada no início desta postagem é a Pedra do Baú, na divisa entre os municípios de São Bento do Sapucaí e Campos do Jordão, no Vale do Paraíba paulista.
Obs. A paisagem apresentada no início desta postagem é a Pedra do Baú, na divisa entre os municípios de São Bento do Sapucaí e Campos do Jordão, no Vale do Paraíba paulista.
Por João Luís de Almeida Machado
Membro da Academia Caçapavense de Letras



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