Faça a coisa certa
O caminho mais curto para uma vida tranquila passa pela ação consciente. Esta realização depende da maturidade que adquirimos ao longo do caminho. Mesmo que existam pessoas ao nosso redor a nos aconselhar e orientar quanto aos melhores caminhos a serem tomados por nós, como por exemplo os pais em relação aos filhos, muitas são as vezes em que apesar de aparentemente termos "ouvido" o que nos foi dito ou ensinado, parte da experiência de vida desta outra pessoa, mais madura, optamos por respostas que achamos mais condizentes, que sejam nossas, que sejam próprias.
O que constitui minha experiência me pertence e não ao outro. Ainda assim o fato de termos vivido situações análogas que nos permitem opinar e orientar quem ainda não passou por tais momentos deveria ao menos lhes proporcionar a possibilidade da reflexão e da escolha. Por outro lado, significa dizer também que todos precisam passar por situações em que ocorram as famosas "saias justas" ou em que sejam pegos "de calças curtas", ainda que alertados ou orientados quanto a isso.
A experiência é necessária e válida, inclusive aquelas ruins, negativas, nas quais tudo pareceu dar errado. Assumir o erro, reconsiderar as opções, repensar atitudes e caminhos escolhidos, seja na vida pessoal ou profissional, faz parte da vida. Ouvir as críticas e ponderações de outros, depois dos erros, sem assumir tais falas como pessoais, e sim como parte do processo de reconstrução, é essencial e revela amadurecimento.
Se tudo deu certo, ótimo! Parabéns! Mas é igualmente necessário que a pessoa não se deixe levar pela glória momentânea e se inebrie a ponto de permitir que o orgulho ou a vaidade pessoal exacerbada prevaleçam. Pés no chão na vitória ou na derrota fazem parte do caminho das pessoas que pretendem uma existência mais equilibrada, nos quais a harmonia lhes permita mais acertos do que erros.
Deve-se evitar a todo o custo que as ações sejam conduzidas pelos sentimentos mais imediatos e, em especial, a intempestividade. Quando agimos de forma rápida, sem nos dar o devido tempo para refletir sobre o que estamos fazendo, estamos dando margem maior ao erro do que deveríamos. Palavras ou ações rápidas demais podem ocasionar prejuízos muito maiores do que imaginamos. Governos caíram, relacionamentos foram desfeitos, empregos perdidos, amizades desfeitas e tantas outras consequências em maior ou menor grau por conta de reações intempestivas...
Pense antes de agir, planeje, organize-se, ouça e analise o que lhes trazem outras pessoas a partir de suas experiências e, levando tudo isso em conta, tenha certeza de que estará melhor preparado para fazer a coisa certa!
Por João Luís de Almeida Machado


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