O professor pesquisador


É muito comum que nos deixemos envolver pelo cotidiano, pela labuta diária, pelas provas e exercícios a aplicar e corrigir, pelas cadernetas e toda a burocracia que tantas vezes parece emperrar nosso trabalho...

Nessas tantas horas comprometidas com a finalização de nossas tarefas, esquecemos de sonhar, de voar, de conquistar mundos desconhecidos pelos demais mortais, de inventar fórmulas que permitirão aos homens se aperfeiçoar...

Abandonamos o espírito que norteia a ciência. Não nos permitimos perceber que também somos e devemos atuar como pesquisadores. Esquecemos que nossa própria prática profissional tem que ser renovada a cada instante para que o objetivo da aprendizagem esteja mais próximo de se consolidar.

O contato permanente com a ciência, através da leitura de periódicos que divulgam os mais recentes feitos e descobertas, o estímulo e realização de pesquisas de campo ou ainda a partir do reforço pela pesquisa na internet em sites nos permite aprender e incorporar novidades a nossa produção em aula.

Essas atualizações podem muitas vezes solucionar equações que parecem atormentar a paz que tanto buscamos para o trabalho com determinados temas. Podem também arejar o ambiente e permitir uma melhor (e maior) interação com nossos alunos. Podem servir para que possamos nos sentir vivos, atuantes e integrados ao mundo e a todas as transformações por ele vividas cotidianamente.

Se não fizermos essa lição de casa, pouco poderemos cobrar de nossos alunos. Sabemos que os exemplos que damos, a partir de nossas práticas, estabelecem entre eles a motivação que nossas palavras, por mais esmeradas que sejam, não conseguem muitas vezes, promover.

Só assim conseguiremos manter viva e acesa a chama que arde todas as vezes que pronunciamos, em alto e bom som, nosso amor pela ciência e pelo conhecimento!

Por João Luís de Almeida Machado
Membro da Academia Caçapavense de Letras

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