Infância: Brincar é um direito sagrado!


A felicidade de uma criança passa pela brincadeira e, neste sentido, num mundo como aquele em que vivemos, nos quais a infância sofre restrições ou, ainda, é abreviada, pode-se dizer que a condição de alegria tão própria de tenra idade está sendo surrupiada, usurpada e arrancada dos infantes sem que os próprios venham a ter a real compreensão disso senão quando mais velhos e enfermos de tantas maneiras, tanto física quanto social e emocionalmente. Como fatores da modernidade que acabam ocasionando a perda ou superação precoce da infância podem ser mencionados fatores como:

- A violência urbana que tira das crianças a possibilidade de estar com outras crianças em espaços públicos e brincar.

- O ritmo acelerado de vida das famílias, em busca de maior conforto e comodidade e que tem pouco ou nenhum tempo para a criação dos filhos.

- Os jogos eletrônicos e computadores, entrando cada vez mais cedo no cotidiano das crianças e muitas vezes impedindo que eles se divirtam com outros brinquedos.

- A vida cheia de compromissos das crianças, desde cedo, que inclui a escola, cursos, compromissos esportivos/sociais/artísticos e tantas outras responsabilidades e lhes tira o tempo para que possam ser crianças.

Brincar é o mais sagrado de todos os direitos de qualquer criança do mundo. Espalhar peças de quebra-cabeças pelo chão da sala, chutar bola pelo jardim, montar casinhas imaginárias, brincar de escolinha com os amigos da vizinhança, subir nas árvores do bairro para se esconder ou catar frutas, empinar pipas, jogar videogame,... Tudo isso faz parte de uma infância inesquecível, daquelas que ninguém consegue apagar da memória, do tipo que abastece de felicidade qualquer infante e, de quebra, toda a família.

Vamos preservar a infância, vamos incentivar as crianças a viver como crianças! É essencial, para sua saúde, felicidade e para o bem de todos!

Por João Luís de Almeida Machado
Membro da Academia Caçapavense de Letras

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