Inteligência Artificial: Sonho, pesadelo ou realidade?
- “Eric Schmidt disse que o produto supremo da companhia [Google], aquele que ele ‘sempre quis fabricar’, não esperaria para responder suas perguntas; ele ‘me diria o que digitar’. Em outras palavras, ele daria uma resposta sem ouvir a pergunta. O produto seria uma inteligência artificial. Poderia ser até, citando Sergey Brin mais uma vez, ‘um cérebro artificial mais inteligente que o nosso’.” [A Grande Mudança – Reconectando o mundo, de Thomas Edison ao Google. Livro de Nicholas Carr. Publicado no Brasil pela Landscape]
Você se lembra de Hal, o computador que endoidece e tenta matar os astronautas na obra-prima de Stanley Kubrick, “2001, Uma Odisséia no Espaço”? Ou ainda, quem consegue esquecer “A. I. – Inteligência Artifical”, filme feito por Steven Spielberg? Bem, o que parecia ser algo distante de nós está sendo pensado pelo Google e por outras companhias da área de Tecnologia como o futuro. A idéia é criar algo tão grandioso que seja capaz de prever o que queremos, pensamos, desejamos... E isto, de certa forma, já está acontecendo… na Web…
Sempre que você deixa algum rastro [na internet] isto está sendo utilizado para alimentar um supercomputador como uma informação sobre você, para ser usada na web e em outros mundos, inclusive no real. Todos os sites que você visita e, ao passar por eles, deixa comentários, informações pessoais ou ainda compra produtos estão sendo utilizados nesse exato momento para fazer com que outras pessoas, em qualquer lugar do mundo, descubram que você é, onde vive, seu trabalho e profissão, os gostos que tem, esportes que pratica, filmes que ama ou odeia, músicas instaladas em seu computador...
Esse gigantesco supercomputador, que é responsável por um cada vez maior uso de energia em todas as partes do mundo, está fazendo com que percamos completamente nossa privacidade [entre outras coisas...]. O mais impressionante nisso é que nós nem estamos prestando atenção ao fato ou, ainda, que bilhões de usuários de computadores do mundo inteiro nem mesmo imaginam que essa apropriação indébita está ocorrendo... Nós devemos abrir os nossos olhos o máximo que pudermos, somente para lembrar outro filme de Stanley Kubrick...
Por João Luís de Almeida Machado



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