do descalabro,
do ocaso,
do abandono...
Do dinheiro público
que se transforma em privado
e na privada joga
as esperanças
do cidadão honesto
Do dinheiro público
que faz com que o trabalhador
receba seus primeiros reais
somente quando maio chega
e deposita todo o restante
na conta do governo
sem saber ao certo
onde irá parar o recurso
Se no bolso dos políticos
se no bolso dos lobistas
se em obras superfaturadas
se em viagens caras
roupas de grife
vinhos importados
ou casarões a beira mar
onde os corruptos
se aninham
a festejar
e gracejar
sobre o pobre coitado
do trabalhador que enganou
Não há rima
nem métrica
foram surrupiadas
como o dinheiro do cidadão
pobre contribuinte
que não vê a escola melhorar
os remédios baratear
os hospitais para atender
a si, a seus irmãos, a seus iguais
A corrupção grassa
o futuro do país do futuro
que de nação que prospera
se torna nação que emperra
por falta de qualificação de seu trabalhador
pela saúde que escapa aos dedos de suas famílias
pelas estradas esburacadas, pontes não concluídas,
homens sem teto, crianças perdidas pelas ruas
País sem corrupção
mais que pátria de chuteiras
ou terra do samba e do carnaval...
Quando? Quando? Quando?
Basta... Chega... Parem...
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