Tecnologia, educação e conhecimento

“A profissão do educador deveria se voltar para ser um filtro de todas essas invenções antes de chegar à criança. A pergunta fundamental que faço é: o que essa nova invenção está propondo é um jeito de otimizar um sistema falido ou é um jeito novo de fazer educação? 90% são um jeito de otimizar um sistema falido. E que sistema é esse? É aquele onde a educação é um processo de transmissão de conhecimento. O conhecimento está pronto e a gente precisa enfiá-lo na cabeça das crianças. As pessoas sugerem vídeos on-line, animações superdivertidas, cinema. Mas é sempre o mesmo paradigma. Um paradigma, mais alinhado com o século 21, é admitir que parte desse conhecimento está pronto, mas para aprender, o aluno precisa gerar sua própria versão das coisas.” [Paulo Blisken, professor-assistente da School of Education de Stanford, em entrevista concedida a Patrícia Gomes, para o site Porvir]
web_120Por esta lógica invertida, que tomou conta do mundo real, tecnologias como os computadores e a internet chegaram às mãos dos alunos antes da escola e dos professores se apropriarem delas.Paulo Blisken é engenheiro e como tal olha a educação de um prisma bastante objetivo, sem se deixar levar por ideologias existentes ou correntes teóricas e novidades pedagógicas. Ao afirmar que a profissão do educador deveria fazer com que estes profissionais “filtrassem” as invenções antes delas chegarem as crianças (e adolescentes), o faz pensando na lógica invertida que se estabeleceu no contexto social a partir do advento das tecnologias de informação e comunicação...
 
Leia o texto na íntegra no CMAIS+ Educação, da TV Cultura, em http://cmais.com.br/educacao/tecnologia-educacao-e-conhecimento

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