Para refletir com Antoni Zabala (I)

Pense a afirmação abaixo e responda para si mesmo, você concorda com ela?
  • "É impossível participar ativamente desta sociedade se não se dominam estratégias de análise e de ação na e para a complexidade. O ensino que herdamos compartimentou o conhecimento em áreas cada vez mais alijadas da finalidade para as quais foram criadas: de serem meios para a compreensão de algum aspecto da realidade. Essa separação em saberes estanques teve uma resposta perversa na escola ao criar um ensino baseado na aprendizagem das disciplinas como um fim em si mesmo. Quer dizer, a matemática pela matemática, a língua pela língua, a física pela física, etc. A partir dessa ótica, o importante não é ser competente, e sim dispor de um 'conhecimento disciplinar'. Para se opor a isso é imprescindível não uma nova disciplina, mas algo capaz de integrar os princípios e métodos filosóficos em qualquer conteúdo de aprendizagem. Não tem sentido aprender nada que o aprendiz não saiba situar como meio para a compreensão de um mundo que é sempre complexo. Não serve para nada um conhecimento para aquele que é incapaz de fazer perguntas relevantes." (Revista Educação, Ano 10, nº 120, pág. 6)

Comentários

  1. Prof.JOÃO LUIS, concordo com o que diz no texto, mas acho que mudar essa postura é um processo muito lento pois nós professores ou pelo menos a maioria de nós, não estamos preparados para essa inter-disciplinaridade contextualizada .Que tal se os escritores de livros didáticos nos desse uma mãozinha fornecendo algo mais dentro dessa realidade.Prof. sei que não vai gostar do que escrevi mas tem que entender que nós precizamos trabalhar muitas horas por dia para complementar o salário e não sobra tempo para inventar boas aulas para realidade de cada escola.

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  2. João Luís de Almeida Machado27 de abril de 2007 às 08:25

    Oi Pedro,

    Acho que você está certíssimo, enquanto os professores forem obrigados a dar aulas em tempo integral para sobreviver, sem a dignidade merecida, não sobrará tempo para repensar os processos e atualizar-se quanto aos recursos. Nossa realidade educacional é nefasta nesse sentido e não iremos avançar muito com os novos planos governamentais...

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  3. O grande desafio do século XXI, é criar uma escola inclusiva, pequenas soluções pedagógicas, pequenos gestos de aproximação das crianças e adolescentes, são capazes de promover revoluções necessárias a sala de aula. A fragmentação do Conhecimento na escola nos trouxe a sociedade que temos hoje, se queremos perpetuá-la nada de mudanças na sala de aula, se ela nos incomoda "por demais"...tratemos de fazer a nossa parte...repito, sem grandes fórmulas pedagógicas, quem sabe começando por ouvir os alunos e aprendendo mais sobre como eles aprendem? Não acha, João?

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  4. João Luís de Almeida Machado27 de abril de 2007 às 10:52

    Oi Grizelda,

    Cometemos uma grande falha ao não dar ouvidos ao que nos dizem os nossos alunos. A escola é formada por "sábios" que já conhecem as fórmulas e que se acham capazes de solucionar os grandes problemas que a assolam... Se é assim, porque estamos tendo resultados tão ruins em amostragens internacionais como o PISA, ou então, porque as médias nacionais estão tão distantes daquelas obtidas pelos países mais desenvolvidos... Penso que aprender a ouvir é tão ou até mais importante quanto abrir nossas bocas a todo momento para demonstrar toda a nossa sapiência... Assim como ensinar a perguntar me parece muito mais importante que dar respostas prontas que precisam apenas ser memorizadas...

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  5. juvenal ap. de souza10 de junho de 2007 às 01:21

    Esses autores falam demais. Só dizem o que devemos fazer. Mas não dão exemplos, não contextualizam, só mandam agente fazer. Não ensinam como. Querem que nós façamos para eles aprenderem e depois publicarem novos livros para lermos e prestarmos concursos. Se tudo que eles escrevem fosse verdade, a educação nesse país não estaria nesse pé. Totalmente desvairada e perdida no tempo. Estamos perdidos. Nada mais resta. Nossa formação também não foi essa. Os professores universitários não sabem como lidar com isso.Continuam tradicionalistas como sempre. Somente mandam seus alunos fazerem trabalhos, nem explicar sabem. E esses autores querem enfiar guela abaixo aquilo que acham e pensam ser certo. Ñós que estamos na berlinda, sabemos que não é bem assim. Eles querem que façamos o que teoricamente "eles" acham coerente. Se a aprendizagem se dá na sala de aula, então não precissamos de vãs teorias. É hora de reagirmos.
    O que me deixa bastante chateado é a incapacidade de os professores não perceberem o que está acontecendo com a educação que os autores querem nos impor.

    Obrigado.
    Reflitam colegas e boa sorte...

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