Sempre nos últimos lugares? Até quando?
Alguns resultados da pesquisa são espantosos. Na Coréia, China (Hong Kong e Macau) e Japão, um terço das crianças conquista, ao longo do fundamental, um padrão de conhecimento, discernimento e raciocínio matemáticos que as põem na categoria superior - dos níveis muito bom e excelente - relativamente ao padrão internacional de Matemática para o fundamental. Países como Finlândia, Suíça, República Checa e Austrália, entre outros, elevam mais que 20% de suas crianças àquela categoria de elite. No outro extremo da escala estão as crianças que, por falta de talento específico para o tema ou outra circunstância especial, apresentaram desempenho muito fraco. Mesmo na Finlândia, classificada em primeiro lugar pelo critério global, elas são quase 7%.Já no Brasil, 37% dos estudantes foram confinados à categoria inferior - dos níveis muito fraco ao fraco -, e apenas 9% alcançaram a categoria intermediária, dos níveis razoável e bom. Ninguém atingiu a categoria superior! Os restantes 54% não apresentaram desempenho suficiente para se qualificar à categoria inferior, sendo então classificados num nível especial - abaixo do muito fraco - dos analfabetos funcionais; daqueles que de Matemática, durante o fundamental, não aprenderam nada ou quase nada. (Publicado em "O Estado de São Paulo" do dia 20 de Abril de 2007, tendo como autor o Professor de Estatística da Unicamp e diretor da Tecnométrica, Sebastião Amorim).
- Quando mais de 50% dos estudantes brasileiros são qualificados como "abaixo do fraco" em teste internacional de matemática é sinal de alguma coisa temos que fazer efetivamente pela melhoria da qualidade da educação em nosso país.
- Ficamos em último lugar no Pisa (Programa para avaliação internacional dos estudantes) realizado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) tanto em matemática quanto em Linguagem e Comunicação, portanto nos dois últimos exames realizados (são alternados nessas duas áreas do conhecimento). Esses testes são aplicados a cada 3 anos. De nosso último insucesso para cá, o que foi feito para melhorar a educação no país?
- Só a título de comparação, quando o assunto é a última Copa do Mundo de futebol, realizada na Alemanha em 2006, como somos o "país do futebol", já assistimos a troca de técnicos, a aposentadoria de alguns veteranos, experiências com novos jogadores, chances dadas a nomes esquecidos em convocações anteriores, amistosos realizados,... Porque nos preocupamos tanto com o futebol e não damos a mínima para o que acontece na educação?
- Dessa forma estamos nos condenando a ficar no fundo do poço, no fim da fila e no limbo enquanto nação para o resto de nossas vidas e provavelmente até o fim dos tempos... Cruel demais? Pessimista ao extremo? Não, estou sendo realista. O que dinamiza e leva um país a crescer de forma consolidada, trazendo prosperidade, empregos, exportações, riqueza e benfeitoria social, dignidade, justiça, melhor distribuição de renda e felicidade não são planos econômicos milagrosos, inflação baixa, controle cambial, equilíbrio das contas públicas ou taxas de juros elevadas (isso pode até contribuir muito) - o que verdadeiramente leva a construção de um país melhor é a alfabetização, a escolarização e a emancipação de um povo pela educação...

ESTE TEXTO ME FEZ VER QUE PARA MELHORAR O MUNDO EM TODOS OS SENTIDOS O QUE DEVE SER VALORIZADO EM PRIMEIR LUGAR É A EDUCAÇÃO. DEVE SE INVESTIR NA EDUCAÇÃO PARA SE TER UM MUNDO DIGNO DE SE VIVER.
ResponderExcluirOlá Vera,
ResponderExcluirA educação é a única ferramenta que realmente possibilitará maior prosperidade, justiça social e dignidade para os povos. Qualquer projeto social que não contemple a formação e a preparação para a vida e para o trabalho não será eficaz, sendo meramente paliativos!
EU COMO EDUCADORA FICO MUITO TRISTE LENDO ESTE TEXTO , NOSSA CLASSIFICAÇÃO TÃO BAIXA EM DIVERSOS ITENS RELACIONADOS A EDUCAÇÃO , PRINCIPALMENTE NA ÁREA DE RACIOCÍNIO LÓGICO . ESPERO QUE ESTA REALIDADE EM MINHA ESCOLA SEJA DIFERENTE E QUE NÓS PROFESSORES TRABALHEM O MÁXIMO COM SEUS ALUNOS .
ResponderExcluirprecisamos de alguma forma fazer
ResponderExcluircom que nossos governantes veja com
muito otimismo o futuro de nossas
crianças.
Oi Ana e Silvana,
ResponderExcluirTemos que cobrar das autoridades as providências necessárias, mas não basta isso. O trabalho que realizamos em sala de aula tem que se modificar, diversificar e enriquecer para que consigamos superar situações verdadeiramente trágicas como a que foi descrita sobre os resultados brasileiros no PISA de matemática!
Cátia disse...
ResponderExcluirEste texto vem de encontro ao que sempre pensei. Priorizo a educação e acredito firmemente que só através dela haverá mudanças para o nosso povo.
20 de Abril de 2007
Oi Cátia,
ResponderExcluirA educação deve ser prioridade não só para nós, educadores, mas também para toda a comunidade e igualmente para os governantes!
NOSSOS ALUNOS PRECISAM DE EDUCAÇÃO DE QUALIDADE, FAMÍLIAS ESTRUTURADAS,INVESTIMENTO NA ESCOLA E NO EDUCADOR.POIS PESQUISAS RECENTES DEMONSTRAM QUE NO NOSSO PAÍS EDUCAÇÃO SÓ É PRIORIDADE EM ÉPOCA DE CAMPANHA ELEITORAL.É NESSE MOMENTO QUE A EDUCAÇÃO VIRA NECESSIDADE BÁSICA.MAS APÓS AS ELEIÇÕES O QUE VEMOS É DESCASO TOTAL DAS AUTORIDADES DESSE PAÍS CHAMADO BRASIL.
ResponderExcluirGostei muito dos seus textos, pois
ResponderExcluirexpressam bem a realidade do nosso
dia a dia. Parabéns.
Turma de formação de educadores
Theresa e Sueli,
ResponderExcluirObrigado pelos comentários. Fico pensando sobre o conceito que temos de qualidade... O que será que entendemos como sendo qualidade em educação? Será que isso só se relaciona a quantidade de recursos disponibilizados para melhorar a escola materialmente? Ou será que, mesmo com verbas reduzidas, é possível melhorar... É claro que temos que lutar por mais investimentos em nossa área, mas não podemos abrir mão de nossa criatividade para tentar arrancar "água de pedra" enquanto os recursos financeiros não chegam... Um bom começo passa, no entanto, pela compreensão que devemos ter (coletivamente) sobre o que é qualidade na escola!
Estaremos sempre nos últimos lugares até o momento que nossos governantes deixarem de pensar em primeiro lugar no seu próprio bem estar. Enquanto continuar este modelo, teremos sempre aquela ilusão da direita contra a esquerda, e sempre um lado dizendo que esta defendendo os direitos da população menos favorecida.
ResponderExcluirPara que eles continuem com o sucesso desta ilusão, a solução é manter o Brasil nos últimos lugares na Educação.
Com programas onde os alunos sempre passam para o ano seguinte, independente de ter adquirido o conhecimento necessário, o importante para eles é a quantidade de alunos matriculados, pois este numero representa o aumento ou a redução de sua verba.
Enquando tudo isso ocorre, nossos alunos recebem a imagem que o conhecimento é algo complexo e que levará anos e anos, e que a matemática é a pior das disciplinas, o que não passa de um grande truque, pois a matemática é clara, direta e simples. O problema da matemática para nossos governantes que a mesma desenvolve o raciocínio e leva ao ser humano a pensar.
É preciso educar todos para o pensar!!
Um grande abraço!!
Alexandre C. de Abreu
Alexandre,
ResponderExcluirConcordo com suas afirmações, acho que a progressão continuada, pensada como uma alternativa de combate ao fracasso e a baixa estima, é, na verdade, um mecanismo criado pelos governos para diminuir gastos com a educação, pouco importando se realmente a aprendizagem acontece ou mesmo se a dignidade do aluno é preservada. Na realidade, acho que contribui apenas para que as injustiças e a revolta dos alunos aumentem (quem quer ficar anos na escola e não aprender nada?). Os governantes tem grande parcela de responsabilidade, mas nós, enquanto sociedade civil organizada, temos que manifestar nosso descontentamento e organizar ações que orientem a criação de uma escola da qual possamos nos orgulhar, especialmente a comunidade dos professores...