Um Computador por Aluno

Computadores são máquinas de irresistível apelo para as novas gerações (e que geram um pouco de ansiedade, insegurança ou mesmo pavor entre muitas pessoas de outras épocas, inclusive os professores). Se não bastasse isso, suas possibilidades e recursos, aperfeiçoados com grande constância, tornam realmente nossas vidas mais fáceis... Mas é preciso aprender a utilizar melhor todos esses potenciais acumulados nessas ferramentas, principalmente a partir do momento em que esses equipamentos são plugados a rede mundial de computadores, a internet...
O papel da escola, que deveria ter sido o canal de instrumentalização das novas gerações para o uso desses recursos (mas que acabou sendo um dos últimos locais a integrar-se aos sistemas computadorizados), é de vital importância para que o futuro seja mais promissor e menos problemático. Pensando nisso é que pesquisadores do mundo inteiro, orientados pelo projeto de Nicholas Negroponte, do Media Lab, ligado ao MIT (Massachussets Institute of Technology), criaram as bases do projeto One Laptop per Child (Um computador por Criança).
É prioritário, no entanto, que nesse momento de profunda empolgação com a idéia, adotada com fervor pelo governo brasileiro (entre outros), nos preocupemos quanto a forma de utilização dessas ferramentas por nossas crianças. A adoção dos computadores em larga escala nas escolas públicas nacionais não irá ser diferencial e proveitosa para a educação se simplesmente se restringir ao repasse de ferramentas sem que exista um projeto pedagógico inteligente e aplicável a educação brasileira dando respaldo a essa iniciativa.
A idéia do governo de aparelhar todas as escolas públicas nacionais com laboratórios de informática através do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) e que, de certa forma, também dá substância e caldo ao projeto Um Computador por Aluno, ao disponibilizar no ambiente escolar as condições para o acesso a rede, também carece de suporte pedagógico e assistência permanente por parte de professores capacitados ou de especialistas no uso desses recursos.
Instalar ou dar computadores não irá resolver os problemas da educação ou garantir melhoria na qualidade no nível de ensino se não existir como retaguarda a qualquer dessas idéias os projetos pedagógicos orientadores da utilização inteligente dos recursos...

Comentários

  1. fernanda s mediadora bauru27 de abril de 2007 às 10:05

    Realmente o computador nao irá suprir a má formação e um olhar voltado para a praticidade e a implantação de projetos pedagógicos que partam da realidade e da necessidade de cada aluno, de cada escola, de cada comunidade, os professores e nossa cultura educacional ainda estao muito presos aos conteudos...
    Precisamos utilizar esses recursos com sabedoria, para que nossas escolas nao se transformem em lan houses...ou pior ainda poderá ocorrer: computadores parados e sucateados por falta de funcionarios e dinheiro para manutenção...
    um abraço!!!

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  2. João Luís de Almeida Machado27 de abril de 2007 às 10:36

    Oi Fernanda,

    Realmente você chegou no ponto certo ao afirmar que a tendência é que os laboratórios de informática das escolas ou que os computadores de 100 dólares podem se transformar em instrumentos semelhantes aos equipamentos de Lan houses... Se não prepararmos as novas gerações para o uso inteligente desses recursos é isso que poderá acontecer...

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  3. Prof. joão, apesar de ser muito a favor do uso de tecnologias nas escolas, sou contra essa maneira do governo quere inserir uma computador por aluno nas escolas. Compram computadores, deixam nas mãos dos professores e alunos, sem preparo algum para o uso dos mesmos. Concordo com a Fernanda, que viraria lan house. Usar o computador com os métodos tradicionais náo resolve o problema da educação. É como nos fala Valente, que os métodos mais tradicionais utilizados na escola, se tornaram os mais ineficazes quanto ao uso pedagógico do computador.
    Aline - mediadora formação Bauru

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  4. Olá João Luis,

    Concordo que há que se pensar em como tirar o melhor proveito pedagóico dessa tecnologia que se espande a cada dia em nossas escolas. Instrumentalizar os professores, apesar da resistencia de alguns, é sem dúvida o melhor caminho. Mas, a concientização da necessidade da inclusão digital se faz urgente. Sem ela, ficamos excluídos de inúmeras oportunidades, tanto no trabalho quanto em situações cotidianas, como, utilizar-se de um caixa eletrônico ou um cartão de débito...
    Um abraço,
    Denise, Bauru

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  5. João Luís de Almeida Machado2 de maio de 2007 às 08:35

    Oi Aline e Denise,

    É melhor saber que os computadores e a internet estão chegando na escola do que ter que ficar esperando por mais um longo período de tempo, mas a ferramenta sem a devida orientação quanto ao seu uso pedagógico, que é o que se espera da mesma no âmbito escolar, não tem grande utilidade e há grande possibilidade de que os laboratórios de informática se tornem apenas o equivalente as chamadas Lan Houses, onde as pessoas se reúnem para jogar, conversar pelo MSN, acessar e-mails ou entrar no Orkut...

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  6. Fatima Ap.Cunha Antunes4 de maio de 2007 às 10:40

    Como professora da Educação Infantil, ainda estamos sonhando mesmo é com a chegada das máquinas. Seria um primeiro e grande passo para que ai então comecemos a caminhar.
    Esperamos que o nosso sonho aconteça.
    Fátima - turma de Bauru

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