As lições de um grande mestre (II)
- "Aí fiquei mais velho. Procurei então ensinar coisas que eu não sabia. Eu não as sabia, mas tinha intuição dos caminhos que poderiam levar a elas. Uma das funções mais importantes do educador é encorajar o aluno a ter a ousadia de trilhar caminhos desconhecidos. Nos caminhos desconhecidos não há certezas. Freqüentemente eles não levam a nada e é necessário voltar atrás e começar de novo. (...) Todos os que se aventuram por esse caminhos desconhecidos correm esse risco. Riscos só não há nos caminhos velhos." (Rubem Alves, em sua coluna Aula Aberta, da revista Educação, Ano 9, Nº 97, Maio de 2005)
Temos também que ter ousadia. Desbravar novos caminhos. Aqueles que ainda nos são desconhecidos e que nos causam um pouco (ou muito) medo. Veja o caso das tecnologias ou da interdisciplinaridade nas escolas... Quem realmente está indo a fundo? E quando falo em aprofundamento refiro-me a necessidade de estudar, compreender, planejar, implementar, errar e acertar... Rubem Alves, esse grande educador, com alma de criança e sabedoria própria de um mago (do bem!) que já trilhou muitos e muitos caminhos, nos revela que quem fica sempre nas mesmas fórmulas e receitas não vive com intensidade e sabor... Quem só trilha os velhos caminhos acaba, literalmente, morrendo antes do tempo...

As lições de um grande mestreII
ResponderExcluirGostamos do comentário que você fez sobre Ruben Alves.
Como é marcante essa fala"Riscos só não há nos velhos caminhos.
Abraços Geni Villani, Carmen e Terezinha Sant´anna.
Oi Geni,
ResponderExcluirÉ verdade! Quanta riqueza num texto tão curto e em algumas linhas em particular. Pessoalmente sou movido por desafios e os riscos fazem parte de meu percurso. Não consigo me ver repetindo fórmulas, quero sempre me renovar e atualizar meus conhecimentos e práticas.