Recursos para melhorar a educação? Quais?

  • "'Melhorar a educação é investir naquilo que realmente funciona. Ultimamente tem se insistido em vários projetos que não dão resultados, enquanto existem coisas comuns, que dão certo', acredita o consultor do Ministério da Educação (MEC), Gustavo Ioschpe, que participou do Congresso Educar Educador, em São Paulo (SP). Segundo o especialista, pesquisas nacionais e internacionais comprovam que investir em curso de treinamento para professores, reduzir o número de alunos por sala de aula, aumentar salário de professor e garantir maior investimento financeiro em educação, trazem resultados estatisticamente insignificantes." (Teatro, piscina e lousa interativa são inócuas para aprendizado - Karine Costa, Site Aprendiz)
Investimentos em educação devem fazer parte de planejamentos a médio e longo prazo. Todo e qualquer projeto respeitável na área demanda estudo e rumos claramente definidos antes de sua implementação. Gustavo Ioschpe afirma e tem razão ao ressaltar que medidas elementares podem dar resultados melhores para o trabalho em educação do que projetos "pirotécnicos", dotados de recursos avançadíssimos e que tenham altos custos.
Ao pensarmos em medidas elementares, devemos ressaltar que se tratam de alterações simples e que estão ao acesso de todas as escolas, como por exemplo o estabelecimento de grupos de estudo orientados para o exame das condições locais da educação formados pelos professores e que poderiam agregar a participação de membros da comunidade, a revitalização dos acervos das bibliotecas escolares ou municipais com campanhas de doação nas cidades, a realização de projetos interdisciplinares que reúnam os alunos para pesquisar e aprender a partir da realidade de suas regiões, a criação de grupos de discussão sobre a gestão das escolas em que se reúnam diretores, professores, funcionários, pais de alunos,...
Quanto aos projetos caros e cheios de pirotecnia... Não acho que essas possibilidades ou recursos possam ser simplesmente descartados e esquecidos, nem creio que sejam apenas "perfumaria" ou que não possam ter alguma eficácia. Acredito que é necessário pensar nos mesmos enquanto recursos, verificando suas possibilidades e antevendo de que forma poderiam e se deveriam ser integrados aos projetos educacionais. Continuar simplesmente trazendo essas "inovações" para a sala de aula sem que reflitamos sobre as mesmas com inteligência pedagógica nos condenará a apenas continuar gastando os parcos recursos disponíveis sem que resultados consistentes surjam...

Comentários

  1. Carla Vieira.(Bauru)10 de maio de 2007 às 16:29

    Falar de inovações de recursos para ser utilizado em sala de aula virou tema de grande ênfase atualmente,mas muitas vezes fica no esquecimento a utilização e a preparação do profissional que irá fazer uso do recurso.O educador deve ser muito mais valorizado e estar sempre buscando aperfeiçoamento para enriquecer sua prática.

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  2. João Luís de Almeida Machado10 de maio de 2007 às 17:14

    Olá Carla,

    Nenhuma inovação em termos de recurso que venha a ser incorporada ao trabalho em educação terá validade se antes não for feito um trabalho de atualização e aprendizagem quanto aos mesmos com os professores. Isso é imperativo para o sucesso dessas implementações.

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  3. É engraçado no Brasil, as pessoas que se dizem especialista, como é o caso de "GUSTAVO IOSCHPE" que inclusive falou na feira EDUCAR, não tem formação em EDUCAÇÃO, escreveu esta semana um enorme besteira sobre a Pedagogia do Afeto.
    É incrivél como no Brasil, basta os meios de comunicação dar visualidade para uma pessoa, pronto, esta pessoa se torna a mais "entendida" no assunto, como pode alguém falar de EDUCAÇÃO, sem nunca ter estudado essa ciência?

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  4. É engraçado no Brasil, as pessoas que se dizem especialista, como é o caso de "GUSTAVO IOSCHPE" que inclusive falou na feira EDUCAR, não tem formação em EDUCAÇÃO, escreveu esta semana um enorme besteira sobre a Pedagogia do Afeto.
    É incrivél como no Brasil, basta os meios de comunicação dar visualidade para uma pessoa, pronto, esta pessoa se torna a mais "entendida" no assunto, como pode alguém falar de EDUCAÇÃO, sem nunca ter estudado essa ciência?

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  5. É engraçado no Brasil, as pessoas que se dizem especialista, como é o caso de "GUSTAVO IOSCHPE" que inclusive falou na feira EDUCAR, não tem formação em EDUCAÇÃO, escreveu esta semana um enorme besteira sobre a Pedagogia do Afeto.
    É incrivél como no Brasil, basta os meios de comunicação dar visualidade para uma pessoa, pronto, esta pessoa se torna a mais "entendida" no assunto, como pode alguém falar de EDUCAÇÃO, sem nunca ter estudado essa ciência?

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  6. Adorei o artigo! Ele me dará ganchos para debater com os professores em Cubatão sobre uso das tecnologias na aprendizagem. Realmente alunos e professores devem conhecer COMO utilizar os recursos no aprendizado diário. O debate possibilita também refletirmos a quantas anda a infraestrutura para a utilização do computador e da internet nas aulas das escolas municipais em Cubatão. Só podemos mudar o que está falho em relação aos recursos educacionais se nos debruçarmos de fato na reflexão de nossa prática e em ações que concretizem mudanças significativas na aprendizagem dos alunos. De forma geral parabéns pelo site (adorei a referência a "pílula vermelha", adoro a trilogia Matrix, ela é um ponto de partida, referencial mesmo, da Era informacional, (o que /quem somos agora dentro dessa teia?). Eliane, professora em Cubatão.

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