Você é o que você come... Cuidado, a obesidade nos espreita!

  • "...a obesidade hoje é considerada uma epidemia. Pode-se mesmo afirmar que é o problema mais candente de saúde pública (nos EUA) que enfrentam, custando ao sistema de saúde aproximadamente U$ 90 bilhões por ano. Três em cada cinco americanos sofre de excesso de peso; um em cada cinco é obeso. A doença antes conhecida como diabetes, com início na fase adulta, teve que ser renomeada como diabetes tipo II, já que ocorre agora com freqüência entre crianças. Um estudo recente no Journal of the American Medical Association prevê que uma criança branca nascida no ano 2000 tem uma chance em três de desenvolver diabetes. (...) O problema não se limita aos Estados Unidos: as Nações Unidas registram que, no ano 2000, o número de pessoas que sofriam de supernutrição - 1 bilhão - ultrapassou oficialmente o número dos que sofriam de subnutrição - 800 milhões." (Como os americanos ficaram tão gordos, artigo escrito por Michael Pollan, disponibilizado na revista Época Negócios, nº 4, de junho de 2007).

Atuo como professor de história da gastronomia no Senac de Campos do Jordão há mais de 5 anos. Como tenho quase 40 anos de idade assisti a modificação dos hábitos alimentares da humanidade, mais especificamente a partir daquilo que vivemos no Brasil, quase que copiando o modo americano de vida constantemente, durante todo esse tempo. Ao me debruçar sobre os livros, artigos, reportagens e materiais na internet sobre a alimentação atual, me deparo com a constatação de que vivemos uma crise alimentar... gerada pela superprodução de alimentos... que está ocasionando uma epidemia de supernutrição...
Isso não quer dizer que a subnutrição, um grave e ainda grandioso problema tenha sido solucionado. Os índices são alarmantes quando falamos de fome e das doenças causadas pela péssima distribuição das riquezas no planeta, em especial nas regiões mais subdesenvolvidas, como no continente africano.
O que nos causa apreensão, no entanto, é que enquanto milhões padecem em virtude da fome, tantos outros milhões sofrem pelo consumo excessivo e desregulado de alimentos em outras regiões do globo, com maior destaque para o que ocorre nos Estados Unidos. Somos inteligentes ou não para sabermos o que devemos consumir e em que quantidades para evitar tais problemas? Pergunto-me ainda se não seria possível que parte dos excessos alimentares cometidos nos EUA e em outras nações, inclusive no Brasil, não poderiam desencadear movimentos em favor de uma reeducação alimentar a partir das escolas que tivesse plena colaboração das famílias?
Penso ainda que nossos excessos poderiam também desencadear movimentos de solidariedade com o envio de excedentes das produções de alimentos para as nações onde a questão é a fome e a subnutrição como doações ou, pelo menos, com preços abaixo daqueles que são cobrados regularmente nos mercados internacionais...
Pode ser apenas utopia ou idealismo excessivo crer que transformações dessa natureza sejam possíveis, mas ainda assim gostaria de apresentar a idéia para, quem sabe, com o auxílio de muitas outras pessoas, criar abaixo-assinados e mobilizações em favor desses propósitos. O que não podemos é permitir que pessoas adoeçam e morram nesse mundo em que vivemos nas duas pontas de uma cruel balança, ou seja, de fome ou pelo consumo excessivo de alimentos que ocasiona diabetes, obesidade,...

Comentários

  1. Olá João!
    Parabéns pelo blog!
    Outro dia vi em um blog, agora não me lembro em qual, a indicação de um infográfico com algumas fotos de um livro "what the world eats". Interessante pra gente ter um idéia da dieta alimentar de diferentes povos:
    http://www.time.com/time/photogallery/0,29307,1626519,00.html
    Um abraço
    Miriam

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  2. João Luís de Almeida Machado12 de junho de 2007 às 08:25

    Oi Miriam,

    Obrigado pela dica e pelo elogio. Tenho tentado manter a página sempre atualizada e com temas interessantes para que as pessoas realmente usufruam da mesma. Esse projeto faz parte de estudos que estou realizando para meu doutorado.

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  3. Ola João!
    Nao entendi o que voce quiz dizer com "epidemia de supernutrição", referindo-se a alta oferta de alimentos.
    Hoje existe sim uma alta oferta de alimentos, mas em grande parte com total desiquilibrio nutricional, principalmente nos alimentos industrilizados, onde se prioriza a adição de gorduras, açucar e sal, para intensificar o sabor. Tornando-os "Junk food".
    Concordo contigo quando diz que é preciso elevar a conciencia da reeducação alimentar, mas para isso ter um grande impacto é preciso entender o valor dos nutrientes dos alimentos em nosso organismo e o real motivo de nos alimentarmos. O povo ignora isto e assim prefere os alimentos ao sabor do que ao seu valor nutricional.

    Engenheiro Agronomo
    Consultor de Bem-estar.
    www.fiqueemformaja.blogspot.com
    Cesar

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