Saí da Microsoft para mudar o mundo... Que bela história!
Estou lendo o inspirador livro "Saí da Microsoft para mudar o mundo", de John Wood. Há várias lições ao longo dessa leitura que nos coloca em contato com um projeto social, desenvolvido pela ONG Room to Read (Sala de Leitura), que poderiam ser aproveitadas por muitos de nós, brasileiros e, particularmente pelos profissionais da educação, tão acostumados a reclamar constantemente de suas condições gerais de vida e trabalho e de utilizar as mesmas como subterfúgio para não promover mudanças mais do que necessárias e estratégicas na educação.
Basta apenas lembrar alguns dados divulgados por Wood em seu livro (para tanto reproduzo abaixo um trecho com informações sobre o Nepal) para que paremos por um instante de reclamar e nos mobilizemos...
"O Nepal é um dos mais belos países do mundo. É também um dos mais pobres. É difícil dar meios de sustento à população quando a maior parte do território é montanhosa e quase inabitável. É uma tarefa árdua plantar a quase 4.000 metros de altitude, e impossível a 5.000 metros. Uma medida da pobreza: os nepaleses têm renda per capita de U$ 400. Um índice mais revelador: paguem U$ 0,30 a uma família local e vocês terão uma cama para dormir à noite."
E o que torna a experiência da Room to Read diferente de tantas outras? A preocupação em auxiliar as crianças do Nepal, do Vietnã e de outros países pobres a ter acesso a escolas e livros? As metas de auxílio sempre elevadas e desafiadoras? O envolvimento de pessoas prósperas mas não necessariamente milionárias como financiadores desse projeto? O trabalho em parceria com as comunidades, com o envio de material e recursos para a construção e manuntenção de escolas e bibliotecas enquanto a comunidade se encarrega de construir e preservar os prédios e livros? A divulgação pública dos resultados e a propagação das experiências através da internet para ter mais credibilidade e conseguir mais pessoas interessadas em ajudar?
Acredito sinceramente que tudo isso, em conjunto, constitui um diferencial do trabalho de John Wood e de sua equipe da Room to Read, no entanto, o que mais me atraiu a atenção foi o compromisso de transformar as doações obtidas em recursos reais transmitidos praticamente sem subtrações para as comunidades auxiliadas. E o que quero dizer com isso? O custeio, ou sejam as despesas da instituição não são altas e não há perspectivas de lucros pessoais ou institucionais. Com isso, se uma pessoa doa 10 mil dólares para o grupo com o intuito de financiar a construção de uma escola no Nepal, esse dinheiro torna-se realmente uma escola e não é desviado para outros fins...
De qualquer forma, penso que a experiência é tão importante e marcante que o livro deve ser lido por todos. Quem sabe desse relato não surjam brasileiros dispostos a também "mudar o mundo" para melhor como Wood está fazendo!
Basta apenas lembrar alguns dados divulgados por Wood em seu livro (para tanto reproduzo abaixo um trecho com informações sobre o Nepal) para que paremos por um instante de reclamar e nos mobilizemos...
"O Nepal é um dos mais belos países do mundo. É também um dos mais pobres. É difícil dar meios de sustento à população quando a maior parte do território é montanhosa e quase inabitável. É uma tarefa árdua plantar a quase 4.000 metros de altitude, e impossível a 5.000 metros. Uma medida da pobreza: os nepaleses têm renda per capita de U$ 400. Um índice mais revelador: paguem U$ 0,30 a uma família local e vocês terão uma cama para dormir à noite."
E o que torna a experiência da Room to Read diferente de tantas outras? A preocupação em auxiliar as crianças do Nepal, do Vietnã e de outros países pobres a ter acesso a escolas e livros? As metas de auxílio sempre elevadas e desafiadoras? O envolvimento de pessoas prósperas mas não necessariamente milionárias como financiadores desse projeto? O trabalho em parceria com as comunidades, com o envio de material e recursos para a construção e manuntenção de escolas e bibliotecas enquanto a comunidade se encarrega de construir e preservar os prédios e livros? A divulgação pública dos resultados e a propagação das experiências através da internet para ter mais credibilidade e conseguir mais pessoas interessadas em ajudar?
Acredito sinceramente que tudo isso, em conjunto, constitui um diferencial do trabalho de John Wood e de sua equipe da Room to Read, no entanto, o que mais me atraiu a atenção foi o compromisso de transformar as doações obtidas em recursos reais transmitidos praticamente sem subtrações para as comunidades auxiliadas. E o que quero dizer com isso? O custeio, ou sejam as despesas da instituição não são altas e não há perspectivas de lucros pessoais ou institucionais. Com isso, se uma pessoa doa 10 mil dólares para o grupo com o intuito de financiar a construção de uma escola no Nepal, esse dinheiro torna-se realmente uma escola e não é desviado para outros fins...
De qualquer forma, penso que a experiência é tão importante e marcante que o livro deve ser lido por todos. Quem sabe desse relato não surjam brasileiros dispostos a também "mudar o mundo" para melhor como Wood está fazendo!
Por João Luís Almeida Machado

João, selecionei seu blog entre os Blogs da Semana, lá no http://reinehr.org
ResponderExcluirUm abraço. Espero que as pessoas que o link trouxer para cá tenham afinidade com você e seus textos.
Rafael Reinehr