"Quando Brasil tiver educação de 1º Mundo, Nordeste terá de 3º"
- "Quando a educação brasileira chegar ao Primeiro Mundo, o Nordeste pobre vai estar mergulhado num triste Terceiro Mundo. Em 2022, ano do bicentenário da Independência e quando o País pretende atingir a meta do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) estabelecida pelo governo, só 44 cidades nordestinas da educação infantil à 4.ª série e 58 da segunda fase, da 5.ª à 8.ª série, vão alcançar esse nível. Os outros quase 1.400 municípios do semi-árido brasileiro, sertão que vai do norte de Minas ao interior do Nordeste, ficarão para trás.O cruzamento das projeções do Ideb sobre a região, feito pelo Estado, mostra que, em dez anos, dois terços das cidades continuarão abaixo do atual nível de ensino brasileiro. Hoje, a média nacional é de 3,8 no primeiro ciclo e de 3,5 no segundo. A do semi-árido está em 2,7 nas duas fases. "Se o Nordeste vai ser de Terceiro Mundo, hoje ele é de Quarto", arrisca o presidente do Inep, Reynaldo Fernandes, economista que criou o índice." (Quando Brasil tiver educação de 1º Mundo, Nordeste terá de 3º, artigo de autoria de Eduardo Numomura, publicado pelo Estado de São Paulo, em 04/11/2007).
Alguns pontos a destacar no artigo...
- Esperamos, sinceramente, que até 2022 como preconizam as autoridades, o país realmente consiga atingir nível educacional de qualidade equivalente ao dos países do Primeiro Mundo. Até lá temos que, literalmente, "amassar muito barro", ou seja, trabalhar exaustivamente para que esse padrão se concretize em nossas escolas... estejam elas onde estiverem, seja em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Brasília ou em Porto Alegre e Curitiba...
- O Nordeste, que ainda vive, nos dias de hoje, influenciado por famílias poderosas localmente, bem ao estilo dos coronéis de outrora (será que não poderíamos também chamá-los assim?), em virtude do atraso constatado na reportagem do Estadão, deve ser prioridade nacional. Isso significa não apenas que mais verbas devam ser destinadas a região, mas também deve ser maior a fiscalização quanto a aplicação das mesmas para que ocorram mudanças efetivas em prol da educação local.
- Como prioridade, a região Nordeste deve oferecer melhores condições e salários para que os professores mais habilitados se disponham a trabalhar por lá, especialmente no semi-árido local, a área mais debilitada no ensino local.
- Reforma de escolas, oferta de material escolar, construção de novas salas, edificação de laboratórios, bibliotecas, quadras e salas de informática também devem ser prioridades para o Nordeste.
Por João Luís Almeida Machado

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