Os últimos dados sobre a AIDS no Brasil e no Mundo...

"Entre os brasileiros do sexo masculino e com mais de 13 anos, a epidemia de Aids vem crescendo entre heterossexuais, estabilizando-se entre os homossexuais e bissexuais e caindo entre usuários de drogas injetáveis, informa Boletim Epidemiológico lançado pelo ministério da Saúde. Em homossexuais e bissexuais jovens, no entanto, a tendência é de crescimento, alerta o boletim. E na faixa etária de 13 e 19 anos já há mais casos de mulheres com a doença do que de homens. Em 1996, dos casos registrados em homens, 29,4% foram em homo/bissexuais; 25,6% em heterossexuais; e 23,6% em usuários de drogas. Em 2006, foram 42,6% em heterossexuais; 27,6% em homo/bissexuais e 9,3% em usuários. Em mulheres acima de 13 anos, dos casos notificados em 1996, 86,1% foram em heterossexuais e 12,6% em usuários de drogas. No ano passado, o porcentual de casos em heterossexuais subiu para 95,7% e em usuários caiu para 3,5%. O Boletim Epidemiológico 2007 traz, pela primeira vez, dados sobre a proporção de pessoas que continuaram vivendo com Aids até cinco anos após o diagnóstico. O estudo foi feito com base no número de pessoas identificadas com a doença em 2000. Os dados apontam que, cinco anos depois de diagnosticadas, 90% das pessoas com Aids no Sudeste estavam vivas. Nas outras regiões, os porcentuais foram de 78%, no Norte; 80%, no Centro-Oeste; 81%, no Nordeste; e 82%, no Sul. A análise mostra, ainda, que 13,9% dos pacientes diagnosticados com Aids no Norte haviam morrido até um ano após a descoberta da doença. No Centro-Oeste, o percentual foi de 12,7% e no Nordeste, de 12,1%. Na região Sul, o indicador cai para 9,1% e no Sudeste, para 3%. A média do Brasil foi de 6,1%. Em números absolutos, o Brasil registrou 192.709 mortes provocadas pela Aids, de 1980 a 2006." (Aids cresce entre heterossexuais e cai entre usuários de droga, artigo publicado pelo jornal "O Estado de São Paulo, no dia 21/11/2007)
Por João Luís Almeida Machado

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