Cursos de EAD têm que ter qualidade!

  • "O Ministério da Educação decidiu diminuir a exigência para abertura de cursos de especialização (pós-graduação lato sensu) a distância no país. Agora, as universidades não precisarão mais ter um prédio com tutor (professor), biblioteca e estrutura de apoio ao estudante na região em que a pós-graduação é oferecida." (Governo facilita curso de pós a distância, artigo de Fábio Takahashi para a Folha de São Paulo, 13/12/2007).
A intenção pode ser a melhor possível, ou seja, a de universalizar o acesso a educação e, nesse caso específico, aos cursos de aperfeiçoamento depois da graduação, mas todo cuidado é pouco... Facilitar demais o processo de aprovação desses cursos pode ser um tiro no pé e, mesmo quando há exigências sabe-se que as instituições prometem demais e fazem muito menos do que aquilo que foi acordado... Educação à distância é assunto novo, exige estudos e aperfeiçoamento, é uma realidade em constituição da qual não iremos abrir mão e nem tampouco retroceder, entretanto, qualidade é fundamental... Os cursos a distância tem que ser orientados por educadores capacitados e não por tutores, é necessária a existência de uma estrutura física de apoio (os chamados pólos), onde além de computadores plugados a internet também sejam encontrados profissionais do ensino e outros recursos pedagógicos (como bibliotecas e salas de estudo), os cursos não podem ser somente através do computador (devem ter parte de seu trabalho no modo presencial) e, certamente, o aluno como maior interessado nisso tudo, ciente de que arca com custos e que esse preço pode ser mais alto no final se sua formação não for qualificada, deve ser o maior fiscal de todo o processo, cobrando mesmo por um sistema mais composto, eficaz e de resultados comprovados...
Por João Luís Almeida Machado

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