Cinema em Família
Li no ótimo livro "Ostra feliz não faz pérola", do mestre Rubem Alves, uma breve história em que relata sua ida ao cinema com a filha, quando ainda tinha 5 anos, para assistir "E.T.", uma das obras-primas de Steven Spielberg. Não vou reproduzir, mas adianto para todos que não apenas este relato como todos os demais do livro são de grande sabedoria e deveriam ser leitura obrigatória não apenas para os educadores...
O que gostaria de ressaltar é que nesta história contada por Rubem Alves fica patente a necessidade do diálogo pós-filme, desde a mais tenra idade de nossos alunos e filhos, ou seja, se possível sempre que colocarmos as crianças em contato com produções cinematográficas. Conversar sobre o que foi visto, entendido e o que mais marcou a criança naquela produção. Se gostou ou desgostou. Se mudaria alguma coisa. Qual personagem mais impressionou positiva ou negativamente na produção...
Levo meus filhos ao cinema desde os 3 anos e, juntamente com minha esposa, também educadora, desenvolvemos o hábito de dialogar sobre o que foi visto logo depois de sairmos da sala de projeção. Me recordo bem de uma vez em que fomos ver "Castelo Rá-Tim-Bum - O filme", do Cao Hamburger, baseado na bem sucedida série de televisão produzida pela TV Cultura.
Ao sairmos do cinema, minha filha Thaís, do alto de seus 3 ou 4 anos, comentava o que havia entendido da situação do personagem Nino, o bruxinho de 400 anos, vivido nas telas da TV e do Cinema pelo ótimo ator Cássio Scapin, que tem dificuldades para se integrar ao grupo de crianças que vive em seu bairro [afinal ele é ainda uma "criança" nos conformes dos bruxos...].
Com aquele charme e inocência típicos de toda criança, mas expressando com a sabedoria que somente os pequenos são capazes de ter, ela resumiu a situação de Nino nas seguintes palavras: "Ele não era pior [que as outras crianças], era só diferente [por ser um bruxinho]". Uma lição de tolerância que o cinema conferiu a ela [e ao irmão] da forma mais lúdica e natural possível...
Por João Luís de Almeida Machado

Caro amigo João Luiz, tenho sempre lido suas resenhas e gosto muito. Estou sempre por aqui, amigo. Sucesso e abraços.
ResponderExcluirOlá João muito interessante, sempre que posso levo meu filho ao cinema desde de quando era bebê ele ainda não entendia mais já ia, hoje com 11 anos sempre quando saimos do cinema sempre conversamos sobre o filme,e uma uma conversa super agradável e olha que esses comentários sobre o filme dura dias, nossa relação fica mais harmoniosa, muito bom .Bjos
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