Um mundo menos mágico com a morte de Michael Jackson...
Quando fiz intercâmbio nos Estados Unidos, em 1983, a febre do disco Thriller, de Michael Jackson estava no auge. Suas músicas tocavam em todos os cantos. Era contagiante. Michael conseguiu fundir elementos pop, rock, soul, disco em suas canções. Letras e músicas extraiam das pessoas um gingado diferente, obviamente inspirados pelo próprio pop star, um dançarino como poucos na história do planeta.
Escrevi em meu Twitter agora cedo que Thriller é, certamente, o mais criativo e original clipe da história da televisão, e afirmo também que praticamente fundou a febre da MTV. Até mesmo nisto Jackson era fantástico, sabia utilizar diferentes mídias, unindo-as, de forma a combiná-las e obter resultados inigualáveis. Thriller, o clipe, foi um dos mais caros da história (cerca de 500 mil dólares quando foi filmado, 1m 1983) e, a pedido do astro, foi dirigido pelo diretor de cinema, John Landis.
É do disco Thriller, relançado no ano passado, em comemoração ao jubileu de prata (25 anos de lançamento), o posto de album de música mais vendido da história, a frente de nomes como Elvis, os Beatles, Madonna ou U2. A propósito, vi alguns artistas brasileiros dando depoimentos na TV em que diziam ser Michael Jackson comparável somente a feras como o Rei do Rock (Elvis) ou os Garotos de Liverpool (John, Paul, George e Ringo - Os Beatles). Concordo em grau, número e gênero. Penso que hoje, semelhante prestígio será difícil de ser conquistado com o mercado da música tão pulverizado e povoado por pseudo estrelas, construídas por marketeiros.
Semelhantes a MJ em prestígio e qualidade de trabalho creio que apenas os Rolling Stones (contemporâneos dos Beatles), Madonna (que surgiu na mesma época de Michael) e U2 (alguns anos depois, na década de 1990, atingiu o estrelato que hoje ocupa, de maior banda pop/rock do mundo). Todos originais, criativos, dançantes, críticos... Mas ainda assim, penso que Michael Jackson, apesar de todas as esquisitices e contratempos de sua vida, ainda foi o maior, quando comparado com estas outras feras... No mesmo nível só os Beatles e o Elvis...
Foi um dia bastante triste este 25 de junho de 2009 (somente a Seleção Brasileira conseguiu quebrar um pouco esta sensação com a vitória magra por 1x0 na Copa das Confederações contra a África do Sul), além de Michael Jackson, outra personalidade de sucesso surgida nos anos 1970, a atriz Farrah Fawcett também faleceu, aos 62 anos, de câncer.
Mas a perda para o mundo artístico de uma estrela da qualidade e brilho de Michael Jackson, ainda com 50 anos, uma turnê mundial para iniciar em julho, com todos os ingressos esgotados para as várias apresentações (cerca de 300 mil pessoas já haviam comprado ou reservado lugar nestes shows) é, certamente, a notícia mais triste do dia... Fiquei abalado pois praticamente vi o batismo de sangue de MJ com Thriller, depois de sua fulgurante estréia, ainda garoto, no Jackson 5, com seus irmãos, não me considero fã, daqueles que vão a shows, compram badulaques, esperneiam na frente de hotel (jamais fiz tal coisa - seja em relação a Michael ou qualquer outro artista), mas reconheço que o mundo hoje está muito mais triste, perdeu um pouco de sua ginga, de sua voz, de sua magia...
Obs. Para relembrar a obra de Michael Jackson, nada como rever o clipe de Thriller, no link http://www.youtube.com/watch?v=AtyJbIOZjS8
Por João Luís de Almeida Machado


Comentários
Postar um comentário