A destruição do meio-ambiente continua... Quanto tempo ainda nos resta?

Dizem os chineses que a morte de uma simples borboleta afeta de algum modo os rumos da vida em nosso planeta. O que dizer então da predatória forma de exploração dos recursos empreendida pelos homens ao longo dos últimos 300 anos com o advento do sistema industrial de produção e seus afins surgidos posteriormente?

Quantas árvores são necessárias para a produção de papel? O que é jogado fora nesse processo? De que modo podemos reaproveitar o papel ou a madeira proveniente de objetos e produtos que irão ser jogados no lixo? Quais são os procedimentos mais eficazes para acelerar e reiterar o plantio de árvores?

Quanto custa a recuperação de rios poluídos? Em que países esse trabalho já foi realizado com sucesso? A despoluição não acontece pelos custos ou pela falta de vontade política? O que estaremos legando as novas gerações se queimarmos nossas florestas ou continuarmos a poluir os rios?

Que espécies naturais já desapareceram e serão conhecidas apenas a partir de fotos e livros? Quais são os animais ameaçados de extinção no presente momento e o que está sendo feito em favor desses bichos? O que estamos deixando de saber quando promovemos o sumiço de espécies vegetais ou animais? Os lucros imediatos obtidos através dessas ações causarão que prejuízos para o futuro da humanidade?

Perguntas, perguntas e mais perguntas se acumulam e parecem ter respostas que não satisfazem completamente por não deter a destruição. Todos os remédios tomados até o presente são suaves e doces demais para realmente significar a solução dos problemas do planeta.

Temos que cobrar, fiscalizar e punir as pessoas, empresas e governos que estejam destruindo o meio-ambiente. Devemos ensinar as novas gerações o valor e a importância da natureza e o compromisso que temos que ter quanto a sua preservação. É fundamental que deixemos de fazer apenas discursos e aprovar leis que pouco representam na prática para a defesa da natureza.

Seria aconselhável, por exemplo, que nas escolas existisse desde as primeiras séries do Ensino Fundamental, quem sabe até mesmo antes disso, ainda na Educação Infantil, um espaço exclusivo para se ensinar respeito, dedicação, apreço e até mesmo amor pela natureza. O que é, para que serve, quais são as variedades e espécies, o que podemos fazer para preservar e tantas outras questões teriam que ser parte do currículo escolar desde a mais tenra idade.

Apagar as luzes em ambientes em que não há ninguém, não deixar eletrodomésticos ligados sem necessidade, consertar os vazamentos das torneiras de nossas casas, separar o lixo reaproveitável para as usinas de reciclagem, usar com mais freqüência à luz solar ao invés da luz elétrica, jogar o lixo na lata de lixo, desligar as torneiras enquanto se ensaboa o corpo ou escova os dentes e tantas outras medidas de racionalização relativas aos hábitos do cotidiano são os deveres de todo e qualquer cidadão que tiver um mínimo de consciência.

As crianças aprendem a partir de nossos exemplos. Se quisermos que elas efetivamente participem dessa luta pela preservação do planeta temos que mostrar que estamos engajados e agindo de forma efetiva nesse sentido.

Não adianta mais pronunciar belos discursos. O tempo lá fora não pára e a destruição segue seu ritmo cada vez mais voraz a consumir as entranhas da terra, a pureza dos rios, a fertilidade dos solos, a vida das espécies vegetais e a existência de inúmeros animais.

Se não pararmos as máquinas que devastam, o desperdício que inutiliza, as ações que consomem desmesuradamente e a violência que agride o ambiente... Corremos o sério risco de sermos os próximos na lista de animais em extinção...

Por João Luís de Almeida Machado

Comentários

  1. Boa tarde Professor
    Vejo que há uma grande preocupação com questões ambientais, a mídia tem dado grande enfoque, principalmente nas causas pautadas em atititudes,ou em falta de esperança pelo que, irremediavelmente, presenciamos. O problema é que ainda sinto que o discurso sempre aponta para o que o outro pode fazer, para uma situação que atingirá a todos! Prioridades! Acredito ser o ponto. Notícias de hoje "Salários absurdos para jogadores de futebol, fortunas gastas para desenvolvimento de projetos nucleares, preços absurdos de carros, mansões, jóias, roupas... Não sei se é coisa minha? Por favor me esclareça! Por que tenho a sensação que os maiores responsáveis pela destruiçao do meio ambiente não se sente responsáveis por tal destruição. Quem realmente pode financiar uma recuperação de nossa fauna e flora? Quem realmente tem abrir mão de alguma coisa para promover a tão sonhada sustentabilidade! Com o dinheiro que andam gastando por aí (um punhado de gananciosos) daria para recuperar, sem esforço a sobrevivência sutentável em nosso planeta.Mas será que há interesse nisso? Eu realmente gostaria de abrir mãos de regalias em prol do outro? Enquanto minha picanha está sendo assada e emitindo gases no meio ambiente eu até penso nas milhares de pessoas mique comem salsicha enlatada e jogam as latas no córrego imundo pela indústria de enlatados. É!!! O pior é muitos continuaram pensando e o nosso planeta...

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  2. Ademir Braga de Oliveira4 de agosto de 2009 às 13:15

    Boa tarde Prof. João Luis!

    A situação realmente é caótica, do ponto de vista da destruição já cometida pela humanidade ao longo dos tempos.
    Acredito no poder da natureza, inclusive da humana em reparar os erros e com certeza o caminho,é pela educação ao inverter a lógica do mercado pela lógica da vida, a partir das crianças chegaremos lá!

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