Para melhorar a leitura...

Uma das constatações que educadores de diversas instituições universitárias mais frequentemente apresentam quanto aos grupos de alunos com os quais trabalham refere-se as dificuldades e as deficiências na leitura e na escrita.

Os estudantes conseguem identificar as palavras, relacionar as sequências de palavras e algumas idéias concatenadas nas mesmas, selecionar alguns dos aspectos primordiais dos textos, porém, falta-lhes a capacidade de entender o todo, de comparar com outros recursos (textos, vídeos, artigos, músicas, obras de arte, peças teatrais, danças, espetáculos diversos,...), de discernir idéias principais e secundárias, de reconhecer o significado de certos termos ou palavras,...

Uma das orientações elementares passa necessariamente pelo exercício constante da leitura. Não obrigada ou forçada, já que o que se pretende é que os estudantes passem a apreciar esse exercício e o tornem parte de seu cotidiano, de sua lista de prazeres. Nesse movimento, cabe aos educadores a capacidade de pensar como incentivar a leitura (que títulos poderiam ser sugeridos, de que forma fazer com que os estudantes participem do processo de seleção dos livros que podem ser lidos, como trabalhar essas leituras, como renovar os processos de produção escrita a respeito da mesma, novas técnicas de avaliação da leitura,...).

Uma outra base para um bom trabalho com leitura passa pelo encaminhamento de trabalhos com jornais e revistas. Leituras mais rápidas, de assuntos do momento, podendo ser escolhidas dentro de uma variedade de assuntos (política, esportes, artes, economia, cotidiano,...), oriundas de diferentes referenciais (desde jornais diários de grande circulação, passando pelas revistas científicas, visitando as publicações voltadas especificamente para o público jovem,...) e que tem sido estudadas como alternativas de incentivo a leitura por alguns educadores. O grande cuidado deve ser não encarar esse recurso como um substituto definitivo, cada qual deve ocupar um espaço próprio no universo de aula, de trabalho educacional. Um deve auxiliar o outro.

Igualmente fundamental é o uso constante de dicionários. Os estudantes devem ser incentivados a carregar seus dicionários de língua portuguesa (ou estrangeira, nos cursos de inglês e espanhol) durante as aulas e, se conveniente, podem inclusive utilizá-los em avaliações. É saudável o movimento de consulta e pesquisa dos estudantes em relação aos novos termos com os quais se deparam em suas leituras. Permite a eles uma maior fixação dos significados das palavras do que quando a resposta lhes é dada pelo professor.

Por João Luís de Almeida Machado

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