Geração Y: Quem são? O que pensam? Que problemas têm?

Eles nasceram sob a égide da tecnologia. Não conhecem o mundo sem internet. Nem desconfiam como eram bancos, supermercados, lojas, serviços públicos ou qualquer tipo de atividade humana antes do advento dos computadores e suas redes. São leitores de manchetes, ávidos por informação rápida, que possa ser percebida a partir de um olhar. Acham que e-mail é uma ferramenta ultrapassada, por isso mesmo preferem se comunicar pelas redes sociais, como o Twitter, o Facebook , o Orkut...

Faixa etária? Têm no máximo 15 ou 16 anos. São imagéticos. Há entre eles alguns que ainda se interessam por "antiguidades", como livros, CDs, jornais, televisão...

Pois é, estou falando dos meus filhos e também dos alunos com os quais trabalho atualmente. É certo que você também conhece alguns deles, que podem ser parte de sua família ou da vizinhança. Esta garotada é ágil mesmo, mas tem dificuldades para se concentrar por muito tempo em um único assunto, consideram a escola uma "infeliz" obrigatoriedade, iniciam namoros e amizades pela web e, por conta da velocidade do mundo em que vivem, acabam tendo alguma dificuldade para se relacionar fora da internet, com seus pais e parentes, professores e pessoas mais velhas em geral [todos lentos ou ultrapassados, de acordo com seus conformes].

Não bastassem alguns contratempos, como os que mencionei, é crescente a quantidade de garotos e garotas da Geração Y (ou Net, como dizem alguns especialistas) que sofre de ansiedade, stress, depressão ou síndrome do pânico. Há também preocupações quanto a superexposição a tela do computador, que pode causar problemas de vista, antecipando dificuldades que só teriam quando mais velhos (como vista cansada ou astigmatismo).

Alguns estudiosos e especialistas em saúde pública alertam até mesmo para o fato, constatado por números e dados provenientes de diferentes países, desta geração já estar sofrendo com a overdose de exposição aos computadores e a web, com alguns adolescentes já podendo ser caracterizados como viciados em internet, estando passíveis de tratamento em clínicas, como dependentes de drogas...

Temos que estar atentos aos fatos para que suas dificuldades nos relacionamentos, na escola e futuramente até mesmo em suas vidas pessoais e profissionais não se tornem ainda maiores, com dores de cabeça para eles e seus familiares... Como pai e professor, me preocupam as questões relativas a educação, falta de concentração e relacionamento, perceptíveis pela animosidade, agressividade ou mesmo o contrário disso, com a passividade e o silêncio excessivos.

A família, em primeiro lugar, deve estar muito atenta a estas questões. A escola pode apoiar as ações familiares e, em seus domínios, ensejar ações que garantam melhor rendimento nos estudos, concentração, leitura... A sociedade, como um todo, no entanto, deve estar atenta a esta e também as futuras gerações, pensando tanto na questão da saúde pública quanto na educação, cidadania, valores e ética!

Por João Luís de Almeida Machado

Comentários

  1. Mais um exemplo da falta de controle da nossa ( minha) geração. Nós temos este "escudo" que não sabemos usar,esta proteção tecnológica que as vezes mais parece a corda pra forca. Não posso deixar de concordar que essa imersão a "la matrix", atinge, visivelmente,a vida social "real" e o corpo dos usuarios.
    Mas também já não consigo imaginar uma vida longe deste casulo,e se tento me distanciar e me perder em algum livro,quando este não se encontra na minha estante,recorro a esse mundo virtual.
    E então, o que se pode fazer?

    ResponderExcluir
  2. Professor esqueci de me identificar,sou do 1C do curso de adm,do bilac

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas