Família e Escola: Aparando arestas e trabalhando em conjunto

Reproduzo a seguir alguns questionamentos que surgiram em minha página Formspring acerca da relação entre família e escola, pais e professores, para que com esta socialização, mais pessoas possam participar da discussão, trocar ideias e auxiliar em relação as dúvidas apresentadas.

1- O que fazer com a intromissão excessiva dos pais na escola?

JL - Tente ver de outra forma, transformar o que pode ser excessivo em algo positivo, como maior interesse pelo aluno, escola, educação... Procure fazer com que os pais, preocupados como estão com o rendimento escolar dos filhos, se tornem aliados da escola e da garotada. Essa preocupação ou mesmo intromissão excessiva pode ser transformada, a partir do diálogo, em ações práticas no âmbito doméstico, de acompanhamento, orientação, suporte e até mesmo demonstração de preocupação que mostra para o aluno que para os pais a educação é importante e que, certamente, eles são muitíssimo importantes para pai e mãe. No final das contas, todos têm um mesmo objetivo, que a educação se efetive e ajude os alunos em seu desenvolvimento, maturação e crescimento intelectual.

2- Como a escola pode conter o assédio moral dos pais? 

JL - Creio que o mais importante é deixar bastante claro desde o princípio que pais e professores não estão em lados diferentes, como numa queda de braço, no qual um deles tem que sair vencedor. Estão unidos pelo mesmo propósito, fazer com que a educação se efetive. Há diferentes papéis, mas que devem ser vistos como complementares. Essa aliança é decisiva e deduz confiança e companheirismo e não desconfiança e oposição entre ambos. Começar pensando em formas de unir forças para realizar tal objetivo é, em minha opinião, o primeiro passo para que o ambiente melhore e o que os une, a educação dessas crianças ou adolescentes, aconteça!

3- Os pais não respeitam a hierarquia da escola. Passam por cima de professores, coordenadores, orientadores e já querem logo falar com a direção. Ninguém entra num hospital e quer falar diretamente com o diretor... O que fazer?

JL - Deve sempre haver coesão por parte da direção, coordenação e professores no sentido de deixar claro para toda a comunidade que a escola é uma instituição com regras, profissionais capacitados para exercer a função e o claro objetivo do ensino-aprendizagem, tudo em favor da evolução e crescimento do aluno. A família é ponto de apoio e não de conflito com a escola e seus profissionais. A postura coesa dos profissionais deve estipular que, entre outras prerrogativas, ninguém seja desrespeitado no âmbito de seu trabalho. Divergências podem existir, sugestões podem vir a tona, mas ninguém tem o direito de, literalmente, "peitar" ou ofender ninguém. Isto só leva a incompreensão e inimizade, que afetam o objetivo principal, comum a todos, da efetivação da educação.

Sugestão de leitura complementar: 
Leia o texto "Família e Escola: Relação decisiva para o sucesso da Educação". 
No link http://www.planetaeducacao.com.br/portal/artigo.asp?artigo=347

Comentários

  1. "Os pais não respeitam a hierarquia da escola."
    Já trabalhei em escolas com esse problema e confesso, me tirava do serio a indiciplinalidade dos pais.

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  2. Amei os questionamentos e concordo plenamente. Posso dizer com segurança construída nos anos em que tenho o prazer de trabalhar na educação, que quando o pai percebe que nós queremos ajudar, e a solicitação da sua presença é a necessidade de cumplicidade, conquista-se um aliado. No entanto, muitas vezes os problemas que ocorrem na sala de aula são reflexos de situações que os próprios pais criaram. Percebe-se que o pai precisa muito mais de ajuda, para que o aluno possa ser ajudado. Questão essa faz com que a escola fique frequenemente de mãos atadas. Acredito que as coisas funcionam bem, de modo geral, quando colocamos as pessoas envolvidas no processo de aprender e ensinar a pensar sobre o que cada um faria se estivesse no lugar do outro.

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