Sobre Futebol, Seleção Brasileira e Copa do Mundo
Copa do Mundo à vista! Quatro anos passaram a jato, literalmente, e lá vamos nós para mais um campeonato mundial de seleções. Outro dia vi matéria que informava ser o futebol responsável por 1% do PIB mundial. Movimenta bilhões de dólares anualmente. Bilheterias, direitos de transmissão de jogos, patrocínios, publicidade nos estádios, contratações de craques, movimentação de ações no mercado financeiro, venda de camisas e outros produtos associados aos clubes e seleções... Não é a toa que hoje é tão grande negócio!
E porque tanto dinheiro num jogo que envolve 22 atletas (mais reservas, treinadores, médicos, massagistas, árbitros, bandeirinhas...), uma bola, os gols, regras, um gramado com marcas que delimitam o espaço onde ocorrem as partidas e torcedores?
Justamente por conta da paixão dos torcedores, cada vez maior. Futebol é papo em botequins, escolas, escritórios, fábricas, pontos de ônibus, hospitais e todos os lugares que vocês imaginarem, até salões de beleza, onde reinam as mulheres, mesmo que seja para falar dos jogadores mais bonitos...
Não há quem não dê seus pitacos, opinando sobre escalações, convocações, partidas, jogadores, árbitros e técnicos. Dunga que o diga nos últimos dias. O que ouviu de pedidos (e depois da convocação, de reclamações) é uma barbaridade. De crianças a idosos, passando pelos adultos de ambos os sexos, adolescentes e jovens também, todos participam, cada vez mais, desta febre que nunca diminui de intensidade no país, pelo contrário, só aumenta!
Partindo deste princípio, a de que o amor pelos clubes e seleções é cada vez maior, as empresas investem, os clubes contratam, os torneios pagam prêmios cada vez maiores, as confederações organizam mais e melhores torneios. A Copa do Mundo, por exemplo, hoje tem 32 seleções nacionais representando todos os continentes. Veremos a Coréia do Norte jogar contra o Brasil e, ao mesmo tempo, presenciaremos mexicanos, marfinenses, alemães, japoneses, australianos, americanos, italianos...
Camisas de clubes e seleções custam, no Brasil, aproximadamente 150 reais! Ou seja, para adquirir uma delas gastamos quase que um quarto de um salário mínimo. É claro que há as chamadas "genéricas" ou "não-oficiais", adquiridas nas ruas por um terço ou um quarto deste valor. O ingresso para assistir partidas nos estádios sai, em média por 40 ou 50 reais, - dependendo de quem joga, do estádio, da área escolhida (arquibancadas, numeradas, camarotes...) - os valores podem ser menores ou ainda maiores.
A Seleção Brasileira, por sua vez, única penta-campeã mundial, é a mais valorizada e reconhecida do mundo, possuindo contratos milionários com empresas como a Nike, o Itaú, o Guaraná Antártica (entre outros), que garantem a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) condições de existência bastante apropriadas e luxuosas, em especial quando comparada com outros esportes e seus representantes.
Realizada a convocação, sempre contestada (quem foi chamado e, por outro lado, os que ficaram fora da lista), tentamos partir para o hexa. O time de 2010 é a cara do treinador, jogadores aplicados taticamente, operários transformados em guerreiros, com algumas qualidades técnicas, sem grande brilho individual (exceção feita a Kaká, que passa por problemas físicos) e bem comportados, que não irão cair na gandaia. Se a fórmula vai dar certo, só o tempo vai dizer. Ficaremos na torcida, apesar de também acharmos que alguns nomes foram injustiçados e mereciam estar lá, na África do Sul.
Obs. A propósito, como opinião pessoal, gostaria de ver os meninos do Santos, Paulo Henrique Ganso e Neymar, além do corintiano Roberto Carlos na Copa da África, mas entendo o treinador e suas razões para não chamá-los. Se perder será muito cobrado por estas (e outras ausências, como Ronaldinho Gaúcho ou Adriano). Se vencer, por outro lado, será chamado de gênio! Coisas do futebol!
Por João Luís de Almeida Machado


Comentários
Postar um comentário