Em algum lugar além do arco-íris (Somewhere Over the Rainbow)
Somewhere over the rainbow
(Em algum lugar além do arco-íris)
Way up high
(Bem lá no alto)
And the dreams that you dreamed of
(E os sonhos que você sonhou)
Once in a lullaby ii iiii iii
(Uma vez em um conto de ninar)
Somewhere over the rainbow
(Em algum lugar além do arco-íris)
Blue birds fly
(Pássaros azuis voam)
And the dreams that you dreamed of
(E os sonhos que você sonhou)
Dreams really do come true ooh ooooh
(Sonhos realmente se tornam realidade)
Someday I'll wish upon a star
(Algum dia vou desejar junto a uma estrela)
Wake up where the clouds are far behind me ee ee eeh
(Acordar onde as nuvens estão muito atrás de mim)
Where trouble melts like lemon drops
(Onde problemas derretem como balas de limão)
High above the chimney tops thats where you'll find me oh
(Bem acima do topo das chaminés é onde você me encontrará)
Somewhere over the rainbow blue birds fly
(Em algum lugar, além do arco-íris é onde os pássaros voam)
And the dream that you dare to,why, oh why can't I? i iiii
(E o sonho que você ousa sonhar, porque, oh porque eu não posso?)
[Música de Harold Arlen e Letra de E. Y. Harburg]
Ainda me lembro de Dorothy, Totó, das bruxas, dos macacos voadores e do mágico a cada vez que Somewhere Over the Rainbow é tocada... Judy Garland imortalizada nas telas no clássico "O Mágico de Oz", baseado na obra de Frank L. Baum em produção de Victor Fleming, para a MGM, no ano de 1939 ... O caminho de pedras amarelas, o Leão Covarde, o Espantalho sem cérebro e o Homem de Lata sem coração... Universo fantástico que ainda hoje celebra a vida, a criação, a alegria de estarmos aqui...
O sonho evocado nas telas e na canção nos tem faltado. Hoje somos tão práticos, realistas, duros e insensíveis. Corremos de lá para cá atrás da concretização material de nossos desejos. Mas que desejos são estes? Será que são nossos mesmos ou que pertencem a outros, sequiosos de nos conquistar como consumidores, ávidos pelo tilintar das moedas, do vil metal?
Qual é o seu sonho? Já parou para pensar nisso? De fato, o que você queria para o mundo em que vive? Se tivesse que optar entre aquela casa maravilhosa e um mundo sem famintos o que escolheria? Trocaria a viagem para a Europa pela satisfação de ver menos miseráveis nas ruas? Escolheria uma conta bancária recheada ou o fim do analfabetismo? Optaria por um país menos poluído ou pelo carro luxuoso na garagem?
O pragmatismo ou realismo que norteia as vidas neste século XXI indicaria os benefícios pessoais como a resposta mais imediata... A consciência ou ainda o politicamente correto nos levaria a optar pelas causas grandiosas... De qualquer modo, para a maioria, independente da resposta A ou B, o que se pode de fato fazer, não é mesmo? Tudo é tão distante, e o que um indivíduo apenas seria capaz de realizar para acabar com a fome, o analfabetismo, a destruição do meio-ambiente, a corrupção na política...
O sonho não morreu e não pode morrer jamais!
Temos que continuar a cada novo dia, de nossas labutas diárias, das trincheiras da vida em que muitas vezes nos encontramos, desafiando limites, colocando nos horizontes nossos sonhos e ideais. Não é proibido ou errado sonhar com conforto e estabilidade financeira para si e para a família, mas abrir de mão de tudo o mais para viver somente em busca daquilo que te sacia ou aos seus pode até te levar ao enriquecimento material, mas não faz bem a sua alma, ao espírito, a sua mente...
Quando estendemos a mão na direção de alguém que não tem a mesma chance, permitindo-lhe o alimento, a palavra, o afeto, o conhecimento e tudo aquilo que lhe dê dignidade, estamos indo além do arco-íris, num lugar tão alto quanto as nuvens e chegamos, certamente, mais próximos de Deus e daquilo que é mais sagrado, belo e imortal.
Viva os seus sonhos!
Por João Luís de Almeida Machado
da Academia Caçapavense de Letras

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