Da morte não tenho lembranças...


Da morte não tenho lembranças... Tive contatos esporádicos com ela e por motivos vários, os quais não quero compartilhar, guardei distância, tanto no que é mais consciente quanto no inconsciente de meu ser. Sei que significa perda. Associo igualmente a chama que se apaga. Penso também que sua chegada prenuncia o fim. Mas que final é esse? Para onde vamos? Será que vamos a algum outro lugar? Na dúvida, penso que é preciso viver, com intensidade, tudo o que há para se viver, antes que o sol se ponha...

Viva enquanto há tempo. Cada minuto que temos é valioso. Matéria-prima fundamental que se esgota, em determinado momento se extinguirá por completo e nosso ciclo estará fechado. E o que você está fazendo de sua vida? É o que realmente quer? Está levando adiante seus sonhos? Ou vive um cotidiano que oprime, baseado nas realizações de outros? Será que já morreu em vida e não percebeu, porque também há esta possibilidade, ou seja, que a morte chegou mais cedo do que pensava e você não se deu conta disso! Viver é a melhor resposta! Então, vá e viva!

Por João Luís de Almeida Machado
Membro da Academia Caçapavense de Letras

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