Dia dos Namorados
Dizem que felicidade dura pouco. É comum também tentarem a todo modo dissuadir os sonhadores do que acalentam, perseguem e querem obstinadamente atingir, ainda que realmente aos olhos da maioria pareça impossível, para eles pode ser um dia atingido. E dentre os sonhos alimentados por tantos e na busca pela felicidade tão perseguida por todos, certamente o amor se instala como um dos maiores desejos.
E o que tanto faz com que as pessoas olhem para o amor como o mais valioso dos metais ou como a pedra preciosa de valor inconteste?
O que motiva os poetas e músicos a cantarem em versos o amor como o sentimento supremo que redime, cura, afaga, enaltece e inebria?
E o que há no amor que motiva cientistas a estudá-lo, químicos a buscar sua fórmula, farmacêuticos (e magos) a perseguir seu aroma, chefs de cozinha a tentar encontrar o sabor que nos conduza a este sentimento?
O amor quando está ausente, quando não sentimos, quando está distante, tão forte e poderoso é, que nos causa estranhamento, dor, sofrimento, saudade, amargura. Perdemos o chão. Não temos uma clara linha a divisar o horizonte. Caminhamos a esmo, sem destino certo, perdidos no mundo.
Quando se ressente o coração deste sentimento, as pessoas adoecem. E não é caso para cardiologistas. Tampouco para qualquer outro especialista médico. Pode levar ao psicanalista. Fazer com que se busque alguma terapia.
Se não temos o amor tão sonhado e almejado, fraquejamos. E ao nos sentirmos tão sós e desamparados, caímos. Nesta queda nos entregamos a uma busca frenética por algo que nos conforte. E ao invés de nos encontrarmos, parecemos nos perder mais ainda. Não há álcool, drogas, sexo ou chocolate que mesmo nas mais altas cargas substituam o amor (e, ressalte-se, overdoses destes substitutos matam os neurônios, a alma, o corpo!).
Amar é palavra que expressa o que nos faz chegar mais próximos de Deus, do criador. Significa que atingimos as maiores velocidades (em nossos batimentos cardíacos), os picos mais elevados (nos arroubos em que há dois e parece que só um se encontra), o mais intenso calor (no encontro dos corpos), a intimidade como nunca antes ou depois (em abraços, beijos, olhares, palavras).
E não se engane. Em amor há paixão, mas se é só paixão, por maior e mais intensa que seja, pode não conter o amor. O tempo sedimenta o maior dos sentimentos. O encontro dos corpos supera o passar dos anos, a sexualidade não se esgota, o carinho e o desejo permanecem. Não é só o corpo e as formas sensuais que alimentam as fantasias e o calor no amor. Há muito mais, existe o companheirismo, a confiança sem igual, a lealdade infinita.
Ame. Entregue-se. Celebre o mais profundo sentimento por nós conhecido e vivido. Inebrie-se e ria ao lado da pessoa amada. Faça com que todos os dias sejam, para vocês, Dia dos Namorados!
Obs. Estas linhas dedico a eterna namorada, amor de toda a vida, companheira de todas as jornadas, por quem sempre bate mais forte o meu coração: minha esposa Sheila.
Por João Luís de Almeida Machado


Obrigada!!!!
ResponderExcluirAo meu amor eterno João Luis.